<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615</id><updated>2011-04-21T18:59:11.820-03:00</updated><title type='text'>usina de ideias</title><subtitle type='html'>jorge rocha escrevendo um blog hermético e fechado para um gueto 
&lt;br&gt;
&lt;a href="mailto:jorgerocha@acessototal.com.br"&gt;contato !&lt;/a&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://usinadeideias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105996737092175462</id><published>2003-08-04T00:22:00.000-03:00</published><updated>2003-08-04T00:22:50.906-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma provável conversa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este blog teve acesso a um trecho bastante representativo de uma conversa a respeito da vida literária tupiniquim, travada pelo icq. De um lado, estava o temível Crooner Dissidente, andarilho das quebradas, cultivando olheiras e retroalimentando a gastrite. Do outro, a Escritora-Sem-Sombra-Que-Prefere-Não-Se-Identificar, na gangorra das publicações no Brasil. Ambas as partes permitiram que esse diálogo revelador fosse publicado. Tudo por conta de uma negociação escusa, é claro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner   12:21 infelizmente, nao irei ao teu lançamento, minha cara ... &lt;br /&gt;                               grana curta e agenda lotada ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritora   12:22 ah, no problem&lt;br /&gt;                               não vai ter mais lançamento&lt;br /&gt;                               o livro vai atrasar, nem tem previsão de quando&lt;br /&gt;                               ficará pronto, se é que algum dia ficará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:22 a editora surtou ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritora   12:22 no $&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:23 heh ... e quem nao ta assim ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:23 eu desisti de publicar os meus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:25 eu cansei. to passando por fase muito ruim. e to&lt;br /&gt;                               deixando de lado muitas coisas. ser publicado eh&lt;br /&gt;                               uma delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritora    12:28 nem me fale&lt;br /&gt;                               é um exercício de paciência&lt;br /&gt;                               pra quem ia publicar este ano,... não&lt;br /&gt;                               duvido se não conseguir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:29 eqto isso, tanto ****** sendo publicado ... isso eh&lt;br /&gt;                               o q fode minha sacrossanta paciencia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritora   12:31 os ****** tb são filhos de deus, tadinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:32 poderiam estar no ceu, entao ... heh &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:34 da um bom conto: &lt;br /&gt;                               "os ******** merecem o céu ?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner    12:37 posso transcrever essa nossa conversa ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritora    12:39 claro que não! daí é que nunca mais me publicam&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105996737092175462?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105996737092175462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105996737092175462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105996737092175462' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885257739252169</id><published>2003-07-22T02:42:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:42:57.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;[esclarecimento]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os seis textos seguintes foram publicados no blog coletivo &lt;a href="http://www.urgente.blogspot.com"&gt;urgente !&lt;/a&gt; , em preto e branco. Enquanto não temos atualização, espero que se divirtam com esse revival&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885257739252169?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885257739252169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885257739252169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885257739252169' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885219349978733</id><published>2003-07-22T02:36:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:40:07.483-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Luz, câmera e ação para o cinema nacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, em recente entrevista ao jornal O Globo, pontuou que, no atual governo, há uma preocupação com idéias de diversidade cultural, inserção do Brasil no mundo e olhar antropológico sobre a cultura brasileira. Posso entender que há uma forte tendência a reavaliar as políticas de incentivo à produção cinematográfica tupiniquim, uma vez que o cinema é uma das formas mais abrangentes de exercício dos fatores citados pelo secretário. Para ele e para o ministro Gilberto Gil — assim como para os demais participantes do Ministério — &lt;em&gt;O Cinema da Retomada – depoimentos de 90 cineastas dos anos 90&lt;/em&gt;, de Lúcia Nagib, lançado em 2002 pela Editora 34, tem que se tornar livro de cabeceira. Com opiniões abalizadas de quem enfrentou altos e baixos com a arte de fazer história na tela grande, O Cinema da Retomada traça um panorama elucidativo, concentrando-se em uma década, mas sem deixar de explicitar um histórico do cinema nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Análise crítica sobre incentivos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este livro é um documento histórico e político. Em tempos de sucesso de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;, entender os mecanismos de funcionamento do cinema brasileiro torna-se mais do que essencial. Pode-se dizer que é imprescindível, para evitar que corramos o risco de cair na idéia de que tudo se tornou mais fácil agora para que todo filme nacional emplaque e tenha apoio incondicional. Este “sensação de glamour” não é nova e &lt;em&gt;O Cinema da Retomada &lt;/em&gt;tem como um dos maiores méritos justamente explicitar estes meandros, nas palavras de quem lida com arte e política. Histórias de experiências que não alcançaram o efeito desejado, conquistas, críticas e propostas –  principalmente quando se trata da Lei do Audiovisual –  permeiam todo o livro. Dessa forma, as mais de 500 páginas de &lt;em&gt;O Cinema da Retomada &lt;/em&gt;tornam-se uma leitura prazerosa, onde os entrevistados falam – cunhando um painel amplo – sobre suas carreiras, filmografia e relação com as fases do cinema brasileiro e as cinematografias estrangeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;Lúcia Nagib&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O livro foi o resultado do trabalho desta professora de História e Teoria do Cinema na Unicamp em um projeto do Centro de Estudos de Cinema, no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Quem aprecia cinema pode e deve conferir o quanto são certeiras as impressões apuradas pela equipe de Lúcia Nagib – composta por 14 pesquisadores –, assistindo e procurando conhecer a história de filmes como &lt;em&gt;Desmundo&lt;/em&gt;, de Alain Fresnot, &lt;em&gt;Separações&lt;/em&gt;, de Domingos Oliveira e &lt;em&gt;Houve uma vez dois verões&lt;/em&gt;, de Jorge Furtado – que dão seus depoimentos neste livro – para citar apenas alguns exemplos simples e recentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885219349978733?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885219349978733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885219349978733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885219349978733' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885204952330585</id><published>2003-07-22T02:34:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:34:09.556-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Consenso de Washington, go home !&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não minta para esta coluna. Qual foi o evento que o caro leitor acompanhou com mais intensidade no mês passado: o Fórum Social Mundial ou o Fórum Econômico Mundial ? Se, por um lado, já foi dito que o FSM pretende discutir o tal capitalismo humanizado – seja lá o que isso signifique –, não é difícil constatar que o receituário do Fórum de Davos permanece inalterado. Lá, entre uma e outra aparição da vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, para ficarmos em um exemplo sintomático, reforçava-se de maneira absurda o quanto o Consenso de Washington ainda baixa o coturno por estes lados das Américas. O acordo pontual entre economistas e políticos americanos e da América Latina nos aspectos macroeconômicos – valha o termo – é avesso à mudanças significativas, atendo-se ao seus dez mandamentos cunhados em novembro de 1989, sob a benção do Institute for International Economics.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resolver os problemas do mundo é coisa de vagabundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dedo indicador em riste aponta diretamente para o economista John Williamson. Queridinho de vários economistas espalhados pelo mundo – inclusive os da PUC-RJ que fizeram parte do governo FHC –, ele foi o criador do termo. Williamson sintetizou o caminho para o paraíso econômico neoliberal. É tudo muito simples: basta haver controle do déficit fiscal, cortes de gastos públicos, reforma tributária, administração das taxas de juros e administração da taxa de câmbio. Sem esquecer a política comercial de abertura do mercado e liberação de importações, além de liberdade para entrada de investimentos externos.  E não pode faltar a privatização das empresas estatais e desregulação da economia juntamente com eliminação de leis trabalhistas. E mais garantia de direitos de propriedade. A Argentina é um exemplo de país de seguiu à risca a cartilha e o Brasil não dá mostras de fazer muito diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;Os ativistas estão elaborando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Perdeu-se a conta de quantos livros voltados para discutir as mazelas do mundo foram lançados no FSM, como &lt;em&gt;Contendo a Democracia&lt;/em&gt;, de Noam Chomsky. Vale destacar ainda a presença de Tariq Ali, autor de &lt;em&gt;Confronto de Fundamentalismos &lt;/em&gt;e Naomi Klein, autora de &lt;em&gt;Sem Logo&lt;/em&gt;, que terá o livro &lt;em&gt;Cercas e janelas &lt;/em&gt;lançado no Brasil em março. Apesar de serem temas fortes, somente são discutidos com essa veemência porque são pontuais e estão na crista da onda. Há a carência de produção voltada para destrinchar o Consenso de Washington, caso queiramos mesmo entender a que pontos chegamos.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885204952330585?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885204952330585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885204952330585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885204952330585' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885190267006016</id><published>2003-07-22T02:31:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:31:42.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Que maldade vil é esta ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a coluna de hoje, estou tentando me redimir. Acabei de ler &lt;em&gt;Angu de Sangue&lt;/em&gt;, livro de &lt;a href="http://www.eraodito.blogspot.com"&gt;Marcelino Freire&lt;/a&gt;, e ainda tento me recuperar do baque. Tento me redimir não do baque em si, mas de não ter lido este livro antes, precisamente em 2000, ano em que a Ateliê Editorial o lançou. Mas isso é um mero detalhe: o que interessa é que a literatura que Marcelino Freire pratica é incômoda. E eu agradeço por isso. Como ele mesmo parafraseia Ariano Suassuna na abertura do livro: tem que se ouvir “cada palavra como um tiro ou uma facada”. E é justo esse efeito que o caro escritor aqui resenhado provoca, com uma facilidade de deixar pasmo qualquer incrédulo de plantão. A crueza das narrativas – e o apuro com que a oralidade crava as unhas em cada página – mostram um universo de desilusões cotidianas, em uma intensidade que nós acabamos deixando de registrar no cotidiano. E que ele ajuda a desvelar novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arapuca armada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com esse livro em mãos, você há de concordar comigo: Marcelino Freire é um cara ardiloso. Como se não fosse suficiente disparar jabs textuais na cara dos desavisados, ele ainda se cercou de caros amigos para não poupar o leitor – este coitado – das expiações que atormentam os escritores. O projeto gráfico – a cargo de Silvana Zandomeni, com fotos de Jobalo; aplausos para eles – é uma mostra de trabalho primoroso; encaixe perfeito entre imagem e texto. Não há separação, não há pausa para respirar entre um e outro. Uma pequena obra-prima ao alcance das mãos e dos olhos. Mas, lá vai um aviso de amigo (?): não tente encarar Angu de Sangue com o estômago fraco. Pois é justamente por aí que ele começa a te atacar. É sintomático: depois, o alvo é sua consciência. Não se pode esperar menos de um livro que torce entranhas – de quem ? você vai saber ... –  com seus personagens que nos parecem familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;Marcelino Freire&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Típica figura que executa – muito bem – mil idéias ao mesmo tempo. Essa talvez seja uma boa descrição da personalidade de Marcelino Freire. Além de ter idealizado a Coleção Cinco Minutinhos – verdadeira reunião de textos de fôlego – e co-editar a revista PS:SP, ele ainda encontra tempo para escrever em seu blog, abrindo espaço também para outros autores. E, como se não bastasse: para maio, está previsto o lançamento de &lt;em&gt;BaléRalé&lt;/em&gt;, parceria da Ateliê Editorial e da eraOdito editora. Um verdadeiro adepto da máxima “o império se expande”. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885190267006016?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885190267006016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885190267006016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885190267006016' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885176523588393</id><published>2003-07-22T02:29:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:29:25.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quando os universitários estão  fora de foco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Data dos anos 60 a idéia de criar no Brasil um canal de televisão universitária. Com a Lei do Cabo, conseguiu-se que as operadoras disponibilizassem – terrível palavra – canais de acesso comunitário, educativo, universitário e legislativo. Em Campos, existe a UniTV, que transmite no canal 17 da ViaCabo TV. No ar a cerca de 7 meses, a proposta da UniTV era reunir 13 instituições de ensino superior – valha o termo – de Campos, em uma espécie de consórcio para gerenciar o canal. Todas estas se comprometeram a trabalhar em conjunto, mas temos hoje um quadro bastante diferente do ideal. Apenas a Faculdade de Filosofia de Campos – que conta com o curso de Jornalismo –, Cefet, Uenf e Faculdade de Medicina “sustentam” o canal. Assim, estamos mesmo longe de possuir um canal universitário, uma “soma televisiva” de produção intelectual de uma cidade que já é considera como universitária.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Financiamento na telinha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O suporte dado por estas instituições vai desde empréstimo de equipamento até verba destinada à execução de projetos. E assim como no caso das TVs públicas, falar em apoio publicitário para as TVs universitárias sempre faz com que algumas pessoas torçam o nariz. Mas como deixar o assunto de lado quando a falta de maior participação das universidades – estas que deveriam ser as maiores interessadas – é evidente ? Segundo fontes, a UniTV está se mantendo com menos de R$ 1.500 mensais, para formatar uma grade de programação que cumpra o horário estipulado de transmissão – a saber, das 8 às 22h. Mas, para contornar situações como essa, a TV já está buscando maiores recursos para financiar a execução de projetos. E, também para melhor organizar esta tentativa de virar a mesa, foi criado um Núcleo de Jornalismo. Cabe a pergunta: o que o futuro reserva para a UniTV ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;TVs Universitárias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim como o jornal laboratório, a TV universitária é um espaço para que os futuros comunicadores sociais possam experimentar formas de linguagem e melhor forjar sua identidade profissional. A experiência infelizmente comprova que, depois de formados e já colocados em campo, podem dizer “tchau” para as experimentações. Cobrar funcionamento e eficácia de produtos laboratoriais como estes – que nenhum dos urgentistas ! aqui presentes teve contato no tempo em que cursaram a Faculdade de Filosofia – é uma forma de ajudar a dar novas luzes, novas facetas ao exercício desta praga chamada  Jornalismo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885176523588393?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885176523588393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885176523588393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885176523588393' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885169321420887</id><published>2003-07-22T02:28:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:28:13.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Despudor de língua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você acha que o beijo pode ser o marco, no toque, de toda e qualquer linha tênue entre sensualidade e obscenidade ? Se uma pergunta deste tipo pode ficar martelando a sua cabeça, então tome fôlego e se prepare para assistir a “&lt;em&gt;O Beijo&lt;/em&gt;”, de Andréa del Fuego. O vídeo da cara amiga chegou em minhas mãos esta semana – após uma série de desencontros típicos dos paulistas – e finalmente pude ver esta demonstração da força primal feminina. Grrrrl power ? Mas nem. Se Alice descobriu um universo paralelo através do espelho, a atriz Rejane Arruda encarna na telinha a possibilidade de fazer o contrário. Simples assim. Em “&lt;em&gt;O Beijo&lt;/em&gt;” – de 1996, salvo engano –, Andréa e Rejane detalham, sem palavras, que esta outra dimensão, este espaço de descoberta e entrega, ambas despudoradas por natureza, faz mais do que portar reflexo; trata-se de um catalisador sensorial. E isso em pouco mais de 3 minutos de vídeo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I wanna be your lips [like sugar]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;impossível deixar de se encantar com a sensualidade que Rejane Arruda exibe neste vídeo. Com sensibilidade à toda, mas sem que se disperse ou escape do controle, o trabalho da atriz é um encaixe perfeito para a proposta de Andréa Del Fuego. Como bem evidencia a troca de beijos apaixonados de Rejane com o espelho – seu duplo, seu eu –, ao som de “I wanna be your dog”, dos Stooges. Repetindo a parceira com a atriz, Andréa Del Fuego realizou também o vídeo “&lt;em&gt;Ela&lt;/em&gt;” – aliás, dos três vídeos, há ainda “&lt;em&gt;Morro da Garça&lt;/em&gt;”; tive a oportunidade de assistir apenas a “O Beijo”. Com essa parceria produtiva, é possível recorrer à idéia da relação criadora/criatura ? Não, reles mortal; é mais do que isso. Falamos de cumplicidade feminina aplicada para a arte. Ainda bem !   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;Andréa Del Fuego&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Além de realizar pequenas obras fascinantes como “&lt;em&gt;O Beijo&lt;/em&gt;”, Andréa Del Fuego também embarca em atividades literárias. Na revista &lt;a href="http://www.falae.com.br"&gt;Falaê !&lt;/a&gt;, ela é a responsável pela seção F! Mulher e assina a coluna &lt;a href="http://www.falae.com.br/dacasada "&gt;Crônicas da Mulher Casada&lt;/a&gt;. Não contente com isso, também escreve &lt;a href="http://mulher.bol.com.br/colunas/index.jhtm "&gt;uma coluna sobre sexo e afins&lt;/a&gt; – não me perguntem o que são esses afins – no Bol, chamada &lt;em&gt;Centrífuga&lt;/em&gt; e é colaboradora da revista &lt;a href="http://www.maounica.cjb.net"&gt;[mão única ?]&lt;/a&gt;. Para relaxar, aguarda a publicação de contos em uma coletânea sobre o universo feminino e ainda tem um livro pronto para ser lançado, possivelmente após a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885169321420887?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885169321420887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885169321420887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885169321420887' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105885143051313155</id><published>2003-07-22T02:23:00.000-03:00</published><updated>2003-07-22T02:23:50.570-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Le Egòisme: literatura de caros amigos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estejam avisados: a coluna de hoje é uma viagem ao centro do ego. Sou um escritor disfarçado de jornalista. Mas não sei exatamente onde começa um e termina outro. Caso clássico: ando meio Dr. Jekkyl e Mr. Hyde da escrita nos últimos tempos. O jornalismo me permite entrar em contato com escritores que admiro e tenho especial apreço; a troca de idéias com eles me motiva a continuar escrevendo meus contos. Amálgama: eu tenho a felicidade de poder contar com alguns destes escritores como colaboradores. Agradeço sempre a confiança – e ainda acho que é pouco. E é por estar nesse universo – paralelo ? –  que acompanho com grande satisfação as notícias de lançamentos de livros de excelentes escritores para 2003. E isso me faz reafirmar: &lt;em&gt;Geração 90 – manuscritos de computador&lt;/em&gt;, seleção de contistas feita por Nelson de Oliveira, é um marco de mais e melhores conquistas territoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cooperação midiática&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer que &lt;a href="http://www.hellhotel.blogger.com.br"&gt;Hotel Hell&lt;/a&gt;, blog mantido por Joca Reiners Terron, vai ganhar páginas impressas pela Livros do Mal e se espalhar pelas livrarias a partir de maio. Aliás, bastante propício, uma vez que é em maio que vai acontecer a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Amigas e amigos estimados também irão lançar seus livros nessa época. O que, em certa escala, me faz constatar – pela pricolhésima vez – que a produção literária em terras brasilis anda com dentes cada vez mais afiados. Exemplos como a revista Coyote – que, terrível simetria, acabei conhecendo no mesmo dia em que o terceiro número era diagramado –  também me convencem disso. Da mesma forma como outros exemplos – muitos; sem condições de serem citados todos apenas nessa coluna – certificam que os nós de comunicação e articulação entre esse pessoal que se mete a escrever estão cada vez mais apertados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;Jorge Cardoso e João Filho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No meio de tantas considerações sobre escritores, quero destacar dois, que conheci recentemente. João Filho é um baiano aditivado, que usa de uma linguagem atravessada e rascante, cravejada de cortes e gírias, para atordoar os leitores – esses coitados, como não me canso de repetir. Já Jorge Cardoso é uma figura cheia de histórias fantásticas – e não estou me referindo apenas aos seus contos, mas sim a sua própria vida; chega a parecer uma armação bem engendrada ... Interessou ? Então, dê uma chegada em &lt;a href="http://www.fakerfakir.hpg.ig.com.br"&gt;FakerFakir&lt;/a&gt; e confira alguns textos destes dois malacos. E tente ser a mesma pessoa depois disso. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105885143051313155?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885143051313155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105885143051313155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105885143051313155' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105768165585952440</id><published>2003-07-08T13:27:00.000-03:00</published><updated>2003-07-08T13:43:02.413-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Jazzy fantasy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que escrevem como se espancassem as letras, sovando-as até que, com hematomas aqui e acolá, tomem a forma ou função desejada. Há aqueles que preferem cultivar as palavras, dando-lhes um ar mais – valha o termo – edificante. Mara Coradello está longe, bem longe destes casos. É um meio termo, sim, mas isso não significa que esta escritora esteja propensa a ficar em cima do muro. Em  &lt;em&gt;O colecionador de segundos&lt;/em&gt;, seu livro de estréia, lançado pela 7Letras, ela apresenta uma escrita &lt;em&gt;jazzy&lt;/em&gt;, naquele tom entre o amargo e o doce – algo deliberadamente calculado e executado com resultados favoráveis -, com influências de Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu. Talvez seja esta uma boa definição para a produção textual desta escritora: Mara Coradello deve ser lida ao som de Miles Davis, Billie Holiday ou Chet Baker. As letras, nas mãos desta escritora, soam como melodias. E assim devem ser tratadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estratégias e suavidades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não deixe a capa deste livro te enganar; ela é bem tosca, ao contrário do talento de Mara Coradello em trabalhar temas que são caros a quem tem um espírito &lt;em&gt;jazzy&lt;/em&gt;: solidão, amor, tristeza, enfim, &lt;em&gt;essas coisinhas&lt;/em&gt;. Tudo isso pontuado por uma ironia que, de tão aguda, está incutida em pequenos detalhes. Contos como &lt;em&gt;Acepipe, Laticínios e Trillum &lt;/em&gt;– um dos melhores deste livro – mostram muito bem essa pontada causada por um vacilo entre a ternura e angústia. Um aviso para aqueles que teimam em classificar Mara Coradello no esquemóide de literatura pop (sim, ainda há quem saque este termo ...): a escritora –  que teima em dizer que faz literatura de mulherzinha; tsk, tsk, tsk – tem substância. Entender e reconhecer as nuances do imaginário desta escritora capixaba faz toda a diferença. Ter vontade de colecionar as pistas espalhadas segundo a segundo já é um bom começo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustível &lt;br /&gt;Coleção Rocinante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mara Coradello faz parte de uma leva de escritores taxados como novos, que tanta confusão tem feito na cabeça dos leitores – estes pobres coitados desavisados.  A Coleção Rocinante, excelente iniciativa da editora carioca 7Letras, joga mais um tanto de lenha nesta fogueira – das vaidades ? –, e tal ação pode acabar explicitando as diferenças entre os escritores do – ugh – pós-90. E aí estão, nessa coleção, publicados  &lt;em&gt;O mentiroso&lt;/em&gt;, de Tony Monti, &lt;em&gt;Pressentimento do umbigo&lt;/em&gt;, de Leandro Salgueirinho, e &lt;em&gt;Das coisas esquecidas atrás da estante&lt;/em&gt;, o segundo livro de Clarah Averbuck, para atestar este fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105768165585952440?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105768165585952440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105768165585952440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105768165585952440' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-105768109753609631</id><published>2003-07-08T13:18:00.000-03:00</published><updated>2003-07-08T13:25:51.020-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;De volta para o futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou voltando hoje a este blog, depois de muito relutar. Considerava que sua função - registrar as colunas que publiquei no jornal Folha da Manh? - estava encerrada. Com o fim da coluna no jornal, não vi motivos para dar continuidade a esta produção. Tentei retomá-la no &lt;a href="http://www.urgente.blogspot.com"&gt;urgente !&lt;/a&gt;, mas não funcionou a contento. Eu sentia a necessidade de escrever algo neste mesmo formato, que muito me agrada. Agora, espero poder seguir não tão tranquilamente, a partir do ponto em que parei.&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos. Mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-105768109753609631?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105768109753609631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/105768109753609631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105768109753609631' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-82223104</id><published>2002-09-28T01:15:00.000-03:00</published><updated>2002-09-28T01:16:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[NO MORE]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;a coluna usina de idéias foi cancelada na folha da manhã. o post anterior é da última coluna publicada. o mesmo aconteceu com a coluna provocações, do jornalista vitor menezes, cujo acervo está armazenado &lt;a href="http://www.provocacoes.cjb.net"&gt;aqui&lt;/a&gt;. a partir de agora, este blog fica em animação suspensa, uma vez que foi criado para abrigar as colunas. obrigado aos leitores que, volta e meia, vinham assombrar este recanto.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-82223104?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/82223104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/82223104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#82223104' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-82127317</id><published>2002-09-26T00:12:00.000-03:00</published><updated>2002-09-26T00:12:11.620-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A essência da comunicabilidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O número 5 da revista Play — a melhor edição de todas até agora, sem sombra de dúvida — levanta uma discussão que há algum tempo tem martelado minha cabeça: qual será a formatação que daremos para a web até 2010 ? Projeção difícil de fazer ? Não mais. Se há dois anos, esta era uma tarefa que poucos se sentiam à vontade de dar cabo com inteligência e bom senso, hoje o panorama está um tanto quanto mudado. A despeito desta edição marcar a saída do editor Alexandre Matias — que havia dado o direcionamento menos voltado ao entretenimento eletrônico e mais centrado nas políticas de desenvolvimento —, fica a marca de que estamos começando a acertar a mão para trabalhar de maneira realmente interativa com esta mídia, fazendo associações abalizadas com teóricos das ciências linguísticas e cognitivas com maior desenvoltura. Prova de que o processo analítico lógico está dando mais um salto. E nós — brincando de Deus — estamos vendo que é bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Imersos e interativos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais questões diz respeito ao modo como lidamos com as operações executadas no espaço digital imersivo. Isso me faz relembrar o conceito de ciberespaço de Margareth Wertheim — trabalho este que tem inúmeros pontos de contato com as teses de Steven Johnson — que este pode se transformar, tanto no Céu como no Inferno de Dante. Mas tal “dilema” é estimulante, fazendo com que se busque meios de promover realmente a interatividade — tão falada, mas pouco executada — nesta mídia. Trata-se de um trabalho de voltar a atenção novamente para a lógica idealizada por estudiosos como Wittgenstein, de modo a rever como a linguagem para a web — a interface, como define Johnson — vai além da representação por ícones e que tais, tornando-se mais embasada por certos “ramos” da Lingüística, trabalhando em conjunto para fortalecer este suporte midiático.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Cibernéticos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cerca de vinte anos depois de Wittgenstein firmar a idéia de que a lógica domina o mundo, que esta é sua essência, cientistas debruçaram-se a transpor conceitos lógicos para definir modos de linguagem e cognição assemelhados aos procedimentos neurais do ser humano. É também, conforme recorda Pierre Lévy, graças às pesquisas de Alan Turing, Claude Shannon, Herbrand e Post que se pode falar hoje, sobre elementos essenciais à web, como a Cultura da Interface, por exemplo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-82127317?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/82127317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/82127317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#82127317' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-82127267</id><published>2002-09-26T00:11:00.000-03:00</published><updated>2002-09-26T00:11:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[APOCALIPSE TREMENS]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;À minha passagem. Por becos, mocós, mafuás; avenidas, travessas, salões; casas de família e redutos de perversão. Andei por todas as ruas da cidade e fui percebido. Fechem os vidros dos carros. Tirem as crianças da sala. Ponham os velhos para dormir. Troquem os lençóis. Limpem as geladeiras. Passem cadeados nos portões. Dêem a descarga. Amarrem os cadarços. Chutem os cachorros do caminho; principalmente aqueles que são mais traiçoeiros pelo tempo nas ruas. Santíssima Trindade. Parem. Olhem. Escutem. Esperem o sinal abrir. Evitem as balas perdidas. Não se virem para trás. Façam suas orações. E, principalmente: joguem água e sal e anilina e benzoato de sódio e cal em todo e qualquer ser que respirar após minha andança por este pedaço de chão. Eu sou aquele que caminha. Em direção de espera em movimento. Sei que virá repentinamente: então posso dizer que já estou aguardando. O que eu quero ? Como último desejo ? Quero seu cheiro. E algumas lágrimas. Para o fim. Para onde eu caminho. Justamente para onde eu cami ...  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-82127267?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/82127267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/82127267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#82127267' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-81827590</id><published>2002-09-19T13:28:00.000-03:00</published><updated>2002-09-19T13:28:47.893-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Personalidades dissecadas sadicamente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Como bom apreciador de filmes de terror e que tais, por inúmeras vezes ouvi falar sobre os snuff movies, aqueles filmes pornôs ultra-trash, onde um dos “participantes”acaba sendo morto ou eviscerado. Há quem reze que se trata de lenda urbana. O que não é o caso de “Snuff movie – depois do fim do mundo”, livro de Marcos Fábio Katudjian lançado recentemente pela Editora Casa Amarela, que trata deste tema, perpassando a vida e o envolvimento — em planos diversos — de um casal que poderia ser considerado como improvável, se não fosse tão comum os desvios do destino. Katudjian arrisca e se sai bem — metaforicamente, obedecendo a instintos; uma das molas-mestras de seu primerio livro — ao trabalhar com uma trama que mexe com sexo — o que já é delicado por si só. É com perícia de roteirista que ele questiona níveis de fetiches e uma tensão constante — lembre-se que, por mais horrendo que possa parecer, o assunto snuff movie é tabu e este despertam, no mínimo, curiosidade mórbida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Retalhando o subconsciente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em certos momentos, a narrativa torna-se por demais comprida — especialmente aqueles que teimam em contar tintin por tintin a vida dos protagonistas antes de se conhecerem — e um tanto quanto morosa. Do mesmo modo que era o cotidiano do interiorano Fábio antes de se envolver com viajada e escolada Fernanda e seu modus vivendi, ocasião em que começa a se insinuar uma das — excelentes — reviravoltas deste livro. E, como leitores mais afoitos poderão considerar, Katudjian consegue costurar com precisão vidas tão diferentes, quando relata a participação dos personagens na produção dos filmes. Mas há um detalhe particular: o leitor pode acabar envolvido de tal forma, a ponto de começar, talvez sem perceber de imediato, a querer dimensionar até onde vão seus fetiches e que tais.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Marcos Fábio Katudjian&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Formado em Cinema pela USP, este escritor não faz a menor questão de esconder, com o trato dado à narrativa, que “Snuff movie”se trata também da base para um roteiro cinematográfico, que ele mesmo pretende dirigir. Em seu currículo há “Artigo 25” e “Ano Novo”, curta e média-metragem, respectivamente. A condução do enredo é realizada para proporcionar riqueza de detalhes, fazendo com Katudjian acerte a mão em cheio nos momentos mais escabrosos. E “Snuff movie” tem ainda um final justo — previsível não é exatamente o termo, por desmerecer a capacidade de Katudjian em contar uma história sobre conhecimento da natureza dita sombria do ser humano. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-81827590?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/81827590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/81827590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81827590' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-81827424</id><published>2002-09-19T13:24:00.000-03:00</published><updated>2002-09-19T13:24:06.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ciências como acidentes necessários&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Envolvido com uma pesquisa — produtiva em um nível que não havia dimensionado — a respeito de Wittgenstein, cada vez mais uma pergunta martelava meus neurônios. Um questionamento que pode parecer batido, em primeira análise — ah, detratores ... —, mas se mostra pertinente para entender determinados papéis e suas produções. Como fazer a distinção necessária entre cientistas e filósofos das ciências, sem ferir egos e tratar um tema tão espinhoso com bom humor ? Pois uma explicação sensata está nas páginas de “A invenção das ciências”, de Isabelle Stengers, publicado pela Editora 34, na coleção Trans — que conta ainda com textos de Deleuze e Guattari, Paul Virilio, Pierre Lévy e outros mais. Stengers utiliza influências inegáveis dos filósofos das ciências Thomas Kuhn e Karl Popper para contrapor a produção filosófica à científica em seus prismas distintos, especificando as diversas esferas e concepções inseridas na vida social — uma cativante idéia-chave para um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Papéis questionados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Orientada pelo que se convencionou chamar de “restrição leibziana”— segundo a qual a filosofia deve sempre buscar a diplomacia e não colocar estritamente em xeque conceitos pré-estabelecidos —, Isabelle Stengers questiona a definição de papéis de cientistas e filósofos das ciências. Para realizar tal tarefa, ela pontua questões relativas às ciências — sim, no plural mesmo, para poder incluir, com maior desenvoltura, até mesmo aquelas que se supostamente se “apóiam”, mal comparando, em idéias que remetem a um “poderio”análogo ao do além-homem nietzschiano. Dessa forma, Stengers nos leva, com fino humor e inteligência mordaz — mais dois traços que prendem a atenção do leitor —, a compreender que as ciências modernas não se baseiam em razões internas e/ou abstratas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Isabelle Stengers&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Doutora em Filosofia e professora da Universidade Livre de Bruxelas, Stengers, recorrendo a Bruno Latour, Deleuze e Guattari, tem como um dos maiores méritos deste livro, a comprovação da experiência — baseada na inserção na sociedade —, que coloca a produção de ambos os lados à prova e validam seu “funcionamento”. Em seu currículo, além da publicação de livros como “Entre o tempo e a eternidade”, em co-autoria com Ilyia Prigogine, prêmio Nobel de Química, há ainda o prêmio de Filosofia da Academia Francesa, recebido em 1993.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-81827424?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/81827424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/81827424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81827424' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-81179018</id><published>2002-09-05T04:11:00.000-03:00</published><updated>2002-09-05T04:11:29.610-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Malditas (?) engrenagens&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser um tanto quanto engraçada essa tal de terrível simetria que, volta e meia, ataca a cada um de nós. Em um momento em que reestudo minha relação com o jornalismo, cai em minhas mãos a revista Transmetropolitan, parceria de Warren Ellis com Darrick Robertson. Esta HQ — que foi emprestada pelo caro amigo Rodrigo Manhães, aficcionado por quadrinhos e criador do sítio &lt;a href="http://www.tímpano.cjb.net"&gt;Tímpano&lt;/a&gt; — conta as histórias de Spider Jerusalém, jornalista que volta à ativa depois de passar um tempo recluso, fugindo do sucesso repentino obtido com um livro político. O mundo que Jerusalém encontra, depois de cinco anos nas montanhas, não mudou muito: não se deixa apodrecer ou degradar. Porque não vale a pena; é preferível, para este tipo de mundo, continuar sugando a força de milhares de culturas, tanto as existentes, quanto as que surgem “do nada” a cada dia. E como lidar com isso sem recorrer à doses de ironia e até mesmo de ceticismo ? &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Acumulando raiva e rancor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Politicamente incorreto até o talo e nada agradável, Spider Jerusalém é a encarnação do jornalismo malaco, com um tanto de arrogância e que se mete lá dentro dos acontecimentos para poder escrever. Sintetizando ao máximo — e correndo o risco de ser grosseiro até —, pode-se dizer que se trata de colocar Hunter Thompson, o pai do jornalismo gonzo, em um contexto futurista, com a mesma degeneração social que presenciamos hoje nas grandes cidades. Ele sabe que sobreviver não basta, tampouco é uma alternativa que cause conforto; é preciso sempre sobressair-se. O que, diga-se de passagem, ele sabe fazer de melhor, destilando um senso de humor negro e canalizando um tanto de ódio — repito: a raiva vai nos salvar — pelas ruas repletas de maldições e esperanças, às voltas lá com seus aditivos para estimular o cérebro. Me faz lembrar de algumas pessoas que eu conheço.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Warren Ellis&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O roteirista mais mal-humorado do mundo, que acaba sempre por fazer jus a fama, rendeu-se também ao universo dos blogs, taxando o seu de &lt;a href="http://www.diepunyhumans.com"&gt;Die, Puny Humans &lt;/a&gt;(Morram, míseros humanos). No blog, Elis canaliza sua ironia bruta em posts críticos, mostrando um tanto da mediocridade do mundo. Responsável por séries como Authority e Planetary, este inglês é uma prova do quanto não confiar em pessoas agradáveis pode ser produtivo. Que o diga Ruínas, sua primeira minissérie a ser aclamada, onde mostrava um mundo onde tradicionais heróis sendo assassinados ou contraindo doenças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-81179018?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/81179018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/81179018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81179018' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-80912146</id><published>2002-08-30T08:17:00.000-03:00</published><updated>2002-08-30T08:17:16.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Questões existências que pegam pelo nariz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Falemos de migração. Mas não uma qualquer. Das HQs para um livro. Mas não um livro qualquer. Ainda mais quando quem assina tal obra é Lourenço Mutarelli. O tal livro — primeiro deste desenhista, o que já o torna uma espécie de marco — recebeu o nome de “O cheiro do ralo”, foi prefaciado por Valêncio Xavier e dedicado a Ferréz, será lançado em São Paulo, no próximo dia 12. Além do autor, do homenageado e do prefaciador, haverá ainda a participação de Glauco Mattoso em uma mesa redonda que, conforme espera Mutarelli, será, no mínimo, polêmica.  Como se pontua em toda sua obra, questões existenciais são colocadas em xeque, com fina ironia — mas com efeito semelhante a um soco no estômago, quando se está com a guarda baixa. Como o próprio autor define, os caminhos trilhados pelo protagonista deste livro só serão percorridos se o leitor tiver a capacidade de suportar o odor. Um convite crucial para averiguar ate onde há “sujeira” nas questões humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O dobro  — cada vez mais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em “O cheiro do ralo”, é possível reter uma história de buscas, humilhações e obsessões — não sem motivos, alguns dos temas mais caros a Mutarelli. Algo facilmente identificável para quem acompanhou alguns de seus noves livros de histórias em quadrinhos. “Desgraçados”, seu — magnífico; é sempre bom ressaltar — segundo álbum, já data 10 anos e continua hoje, sendo tão impactante quanto naquela época, tanto quanto “Transubstanciação” ou “Eu te amo, Lucimar”, para ficarmos entre os obviamente mais aclamados. Sobre a parceria com Ferréz, autor de “Capão Pecado”, vale conferir o começo no projeto “Literatura Marginal”, uma co-edição da 1daSul com a Caros Amigos, onde Mutarelli ilustra uma Gioconda das quebradas. Parceria esta que ainda vai render muitos frutos. Isto é só o começo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Lourenço Mutarelli&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Travar contato com os quadrinhos de Mutarelli é uma experiência que pode chegar a ser aterradora. A narrativa das histórias perpassam angústia, drama e identificação quase que imediata com o leitor que busca — ah, as tais palavras-chaves — um sentido para este ou aquele acontecimento. Seus quadrinhos provocam um medo em gente crescida, como já ressaltou a cara amiga Índigo. Aquele medo de se revelar, de se descobrir incomodado com o universo tocante que se descortina a cada novo quadrinho. E pensar que Mutarelli começou trabalhando nos estúdios Maurício de Sousa, lá pelos idos de 83.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-80912146?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80912146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80912146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80912146' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-80546121</id><published>2002-08-21T21:53:00.000-03:00</published><updated>2002-08-21T21:53:12.556-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Luar é meu nome ao avesso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na última quarta-feira, completaram-se 13 anos de morte de Raul Seixas. Costumo escrever essa coluna olhando para um quadro dele postado bem em frente ao computador. Lembrar de Raulzito, além de sempre me ajudar a rever algumas nuances de comportamento, me faz constatar como me afeta a ausência de oportunidade de ter apertado a mão de certas pessoas, de ter encarado nos olhos e considera-los, in loco, como amigos. São impossibilidades como essas que não se pode remediar. E o tempo é sempre tão pouco quando se quer deixar de viver em linha reta. Tenho ouvido, com insistência, Tom Waits. É o que se pode chamar de música para introspecção, para exorcizar demônios interiores. É o tipo de trilha sonora que se assemelha a um disco que está dentro de sua cabeça, sempre tocando velhas canções, do tipo que possibilita cruzar referências pessoais com desejos não-realizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hold on&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente, com uma seleção de músicas de Tom Waits girando na cabeça, numa dessas andanças bem dérive — como diriam os situacionistas de Paris — que fiz uma pequena retrospectiva sobre figuras de destaque em diversas áreas que têm um bocado a me dizer. E, sem esconder uma ponta de assombro, constatei que boa parte já não está por estas bandas — fantasmas ainda costumam arrastar correntes ? Parece até letra de música dos Kleiderman — aquela banda que os titãs Sérgio Brito e Branco Mello montaram na época no grunge —, precisamente aquela que fala de G.G. Allin, Sid Vicious, Kurt Cobain e Ian Curtis. Mas, claro, isso soou hermético, fechado para um gueto e sem importância alguma para os “não-iniciados”. Em casos desse tipo, suponho que TW diria algo como “I don’t wanna to grow up”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;O mundo é dos malacos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça e que nós estamos dentro de uma cabeça que nos sonha.. Charles Bukowski encontra Big Bill Broonzy e Robert Johnson em uma encruzilhada, sendo atentamente observado por Paulo Leminski. Lá do outro lado, Augusto dos Anjos e Lima Barreto debatem medidas para aniquilar a mediocridade. Exatamente onde estavam, ontem, João Cabral de Melo Neto e Chico Science, compondo um musical para Plínio Marcos dirigir. E, sentado na platéia, Henfil sorri, enquanto pensa na urgência da vida. E eu só queria saber cantar como Tom Waits. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-80546121?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80546121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80546121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80546121' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-80299111</id><published>2002-08-15T22:30:00.000-03:00</published><updated>2002-08-15T22:30:38.690-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[upigrêidi]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;o &lt;a href="http://www.provocacoes.cjb.net"&gt;acervoprovocações&lt;/a&gt;, onde o jornalista vitor menezes mantém as colunas publicadas no jornal folha da manhã está com layout novo. e tem ainda uma entrevista com este que vos digita. o império se expande.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-80299111?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80299111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80299111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80299111' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-80299051</id><published>2002-08-15T22:28:00.000-03:00</published><updated>2002-08-15T22:28:42.470-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Olhando para dentro do abismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estamos chegando mais perto do primeiro ano de um dos marcos da alimentação da paranóia mundial. Um tempo em que “Minority Report”, de Philip K. Dick, que Spielberg levou para as telas, tencionando agradar a todas as idades — modo sutil de dizer aqui “agradar ao gosto da família americana” —, é um dos pontos que ressalta esta análise. K. Dick, sempre paranoicamente preocupado com o futuro, desenvolvia com furor suas avaliações sobre o grau do impacto das novas tecnologias no cotidiano — com o brilhante estrategema de usar literatura como subterfúgio. É justo este espírito crítico que deve nortear quem analisa hoje este impacto nas relações políticas, econômicas, sociais e de trabalho — valendo aqui citar que as idéias do tal “ócio criativo” são mais usurpadoras do tempo livre do que qualquer outra função. O pouco uso realmente interativo e recombinatório no que diz respeito às novas tecnologias de comunicação ainda me assusta tanto quanto os espectros philipkdickianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Brother, my cup is empty &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As indagações a respeito do papel de quem salta de bungee-jumping na web têm ecoado com mais intensidade na minha cabeça após a publicação de um artigo de Fábio Fernandes no sítio &lt;a href="http://maounica.subversao.com"&gt;[mão única ?]&lt;/a&gt;. O ponto nevrálgico cada vez mais é o entendimento dos mecanismos dessa tal interelação total em um tempo que já foi considerado como o fim da história — ah, vale lembrar: Francis Fukuyama é um tolo ! Parece que eu sou um daqueles que consideram a internet um novo messias, não é ? Muito pelo contrário: tenho estado um tanto quanto cético, mas ainda acredito que estamos tentando subverter esta mídia. Isso porque estou mais de acordo com Margareth Wertheim, que considera que a tal da ciberutopia pode acabar virando um inferno de Dante, caso apostemos nela todas as nossas fichas, sem medidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Philip K. Dick&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Agora que se completam 20 anos de “Blade Runner” — nunca é demais lembrar que o texto original é muito mais ácido e angustiante do que a versão que foi para a tela —, é um exercício de argúcia constatar o quanto há de “verdade” na paranóia de Philip K. Dick. Ele traçou pontos de contato relativos preocupação — eminentemente norte-americana, mas compartilhada pelo tal mundo livre, na sequência — com a vida espremida entre o avanço brutal da tecnologia e a preocupação de manter a sanidade, utilizando para isso um “universo fantástico” que hoje soa por demais familiar, em certos momentos. E isso é aterrador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-80299051?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80299051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/80299051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80299051' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79965675</id><published>2002-08-08T00:34:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:34:25.360-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[that's it]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fim dos textos publicados na Velotrol. É melhor parar com esse saudosismo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79965675?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79965675' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79965348</id><published>2002-08-08T00:26:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:26:28.943-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 8]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Verdades às pencas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da rua, uma coceira. Bem no bolso, que estranho. Como se fosse uma mordida fininha, daquela que ferroa e pronto. Nada de mais. Só que veio outra. E mais uma e mais outra e outra vez, a intervalo de quinze a vinte minutos, cada momento em uma parte do corpo. Pra mim, já era meio difícil e constrangedor caminhar sem me coçar, procurando entender o que estava acontecendo. Uma alergia ? Meio difícil. Ainda tentava lembrar do endereço mais próximo de um médico quando saltou do bolso da minha calça uma verdade. Uma verdade em miniatura, que rodopiou no ar e se espatifou, de cabeça, no calçamento. Perninhas tremendo, como um desses robôs a pilha que crianças pentelhas do final dos anos 70 choramingavam para ganhar no Natal. &lt;br /&gt;Coço a cabeça tentando entender aquilo, quando olho para um destes relógios eletrônicos que andam reativando pela cidade e vejo a data. Ah, sim. Hoje é o dia das pequenas verdades acumuladas virem à tona. Aquelas verdadezinhas do tipo que pulam ao teu redor nos dias pares e alcançam o chão aos calcanhares. Aquelas que saem do bolso da tua calça, da carteira, do bolso interno do teu paletó e vem dar as caras bem no meio da rua. E você fica naquela, incomodado, achando que alguma pessoa menos atenta ao próprio umbigo – ainda existem pessoas deste tipo, pasmem ! – vai acabar manjando a cascata e dizer “isto é incrííííível”. E elas caem as pequenas verdades. Como frutas maduras – algumas, a bem dizer, já meio para o podre mesmo. E o que é pior, como eu já disse: elas, as verdadezinhas, vão se acumulando pelo caminho. Algumas simulando um balé grotesco, uma em cima da outra, a mexer as pernas finas – e eu, meio sem querer, vou observando, nervoso, se algumas delas, na verdade, têm pernas curtas. Sabe como é, pode uma dessas aí acabar se misturando e cair enganada ...&lt;br /&gt;Uma verdade, essa mais pesada e um pouco mais articulada, cai do bolso da minha calça e escorrega pela minha perna esquerda. Na queda, se agarra à barra da calça, levanta a cabeça e sorri, triunfante para mim. Enquanto isso, outras verdades acumulam-se pela rua, formando um rastro que me faz lembrar muco de lesmas. Olho da verdadezinha para as pessoas que circulam a minha volta e percebo que estas, ao menos, nem notam este flagelo particular. Algo vexatório para mim, diga-se de passagem. A verdadezinha continua agarrada a minha calça, balançando as pernas, tentando se equilibrar e reerguer. Dignidade tardia ? Não me faço de rogado e balanço minha perna com força, como se fosse chutar uma bola de futebol em plena decisão de campeonato. A verdadezinha gordinha se desprega e voa para cima. Na volta, encontra o bico de meu sapato. Nem me importo mais se há alguém olhando. A verdade é minha. É minha, ouviram ? &lt;br /&gt;Ela se esborracha de encontro a um poste próximo e solta um grunhido fino, me olhando espantada. E ainda tenta se levantar. Algumas verdades não aprendem. Salto e piso bem em cima dela, um sapateado bisonho. A verdade amolece aos meus pés, afinal, esmagada.Virou muco.&lt;br /&gt;Não que seja possível tirar uma grande lição disso, concordo, mas eu poderia muito bem passar por John Travolta depois de uma performance como esta. Porque hoje é sábado. Alegria, alegria. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79965348?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79965348' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79965256</id><published>2002-08-08T00:24:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:24:01.986-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 7]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida nanica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro editor José Marcos Caporrino, leitores e leitoras da revista Velotrol:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos a Frente Nacional de Libertação dos Anões de Jardim (FNLAJ). Depois de lermos o manifesto da atenta leitora Letícia, que se proclamou detentora de um espaço no sítio internético da Velotrol, onde ela acusava o colunista Jorge Rocha de ser meramente decorativo, tivemos nossas suspeitas reforçadas. Há algum tempo temos acompanhado a trajetória deste colunista, sempre desconfiados de que ele nada mais era do que algo como um apetrecho para decorar o ambiente. Acessávamos o sítio diversas vezes, sempre à procura de um novo texto dele, de um indício que comprovasse nossa teoria. Sua forma rasteira de escrever e seus temas tão por baixo já mostravam fortes indícios de uma visão nanica. E finalmente tivemos nossa certeza justo em uma carta destemperada de uma leitora idem. Agora podemos revelar ao mundo o que intuíamos: Jorge Rocha é um anão de jardim !!! &lt;br /&gt;E como tal, era alvo de uma ação da FNLAJ ! &lt;br /&gt;Esta ação aconteceu precisamente 21 dias após a leitura do email da nova colunista desta revista. Por motivos óbvios, não pretendemos dar maiores detalhes sobre como conseguimos capturar Jorge Rocha, mas queremos ressaltar que ele mesmo não queria colaborar com a missão, alegando que era, na verdade, uma miniatura de São Expedito, que o senhor editor desta revista gostava de manter por perto ao fechamento de cada edição da Velotrol. Mas ele viu, na medida do possível (um metro e três centímetros), que seus esforços não adiantariam. Escondido em um case de uma rabeca, Jorge Rocha foi levado do jardim particular da redação - que ocupa todo o segundo andar do prédio da Velotrol; temos cópias da planta para atestar isso - onde era mantido em um canto úmido e sem sol, onde apenas erva daninha crescia. Quando o encontramos, seu estado era lastimável: estava com uma longa barba branca e ostentava um gorro vermelho, completamente demodê. &lt;br /&gt;Hoje ele se encontra em um lugar onde pode alcançar – na ponta dos pés - toda a plenitude de seu ser e desenvolver sua capacidade criativa. Já recuperado e consciente de que está livre da escravidão de escrever esta coluna quinzenal pero no mucho, hoje ele até mesmo faz lembrar Tatu, aquele anão do seriado “Ilha da Fantasia”, que ficava gritando “o avião, o avião”. &lt;br /&gt;Queremos ressaltar ainda que Letícia pode não ter a dimensão do que seu ato ajudou a fazer, mas sempre será lembrada como a pessoa que ajudou a FNLAJ a mais uma vez cumprir seu dever libertador. Os anões de jardim, principalmente aqueles que são explorados, servindo como webibelôs – a máquina seguindo seu caminho de exploração do homem ! – merecem seu lugar ao sol, que não seja meramente perto de um estúpido banquinho de jardim em que ninguém se senta. &lt;br /&gt;Afirmamos também que este não é um pedido de resgate. Não queremos resgate de maneira alguma. Nossa única intenção com esta mensagem é mostrar ao mundo que é possível que os anões de jardim, mesmo sendo um Jorge Rocha, podem ser libertos do jugo imposto por uma revista ditatorial, que pretende expandir seu império com colunistas decorativos, ou metidos a galã de novela ou que se acham os tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente Nacional de Libertação dos Anões de Jardim (FNLAJ)&lt;br /&gt;04/08/2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Como podem comprovar pela foto que estamos mandando, o colunista Jorge Rocha, descoberta sua identidade nanica, se encontra em perfeito estado de saúde.     &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79965256?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79965256' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79965200</id><published>2002-08-08T00:22:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:22:34.783-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 6]&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;sexo e karatê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Emanuel, lá vai você pensando novamente em sacanagem !&lt;br /&gt;Cristina era mesmo fogo. Ao se virar e encarar Emanuel de olhos fechados, logo foi alardeando a primeira coisa que veio à cabeça. Para ela, Emanuel somente tinha massa cinzenta a serviço da putaria. Qualquer dispersão dele, para ela, era sinônimo de uma orgia de três dias naquela cabeça a serviço do sexo hardcore. O incrível é que ela havia conseguido perceber que o noivo estava de olhos fechados em pleno escurinho do cinema. Isso nos anos 70. Seria uma percepção extra-sensorial ?  &lt;br /&gt;- Bobagem, Cristina. Só tô achando esse filme muito chato.&lt;br /&gt;Isso era verdade. O filme - escolhido por Cristina, óbvio - era uma besteira pretensamente romântico-cabeça. Nada que pudesse despertar o tesão do homem mais tarado do planeta. Outra verdade: Emanuel preferia puxar um ronco do que tentar bolinar Cristina, aproveitando o negrume daquela saleta de projeção. Um cineminha de uma cidade do interior do Rio de Janeiro, em meados dos anos 70, para ser mais exato. A opção de Emanuel em manter as mãos em respeitosa imobilidade se deve ao fato de que Cristina era cheia de merda mesmo. Ui, não me toca e coisas assim.&lt;br /&gt;- Eu te conheço, pilantra. Essa cabeça devassa tá pensando numa sacanagem que eu sei. &lt;br /&gt;Cristina era obstinada. Seus olhos faíscam no meio daquela escuridão provinciana. E ela continua.&lt;br /&gt;- Só de olhar para essa tua cara de safado dá pra perceber que você tá pensando em uma suruba ! Olha só, você nem fica vermelho ! Tarado duma figa !&lt;br /&gt;Era Cristina que estava vermelha agora. Bufando. Ela dá três cotoveladas no noivo e alguns soquinhos. Nada muito grave, mas ela está mesmo ofendida. Emanuel ensaia um resmungo, mas fica na tentativa. O que ele faz mesmo é coçar o dedão do pé esquerdo - Emanuel usa sandálias de dedo, daquelas estilo franciscano; já Cristina prefere botas de couro. Ele pensa melhor e resolve avançar. Dois casais se levantam e vão saindo. Uma das garotas ainda volta o olhar para a cena, antes de desaparecer pela porta. &lt;br /&gt;- Quanta besteira, ô ! Eu aqui chateado e você me acusando de ser um sacana de marca maior ! E se eu pensasse em um terço da sacanagem que você me credita, aí sim que seria foda !&lt;br /&gt;Emanuel resolve então passar o braço em volta da noiva. Para acabar de vez com toda aquela besteira de carola. Passa o braço meio desajeitado, porque ele tem estatura mediana e ela é altona. Cristina parece séria e aborrecida. Ela tenta afastar Emanuel - os olhos dela já inchados e saltados na escuridão - que se enrosca aos pouquinhos, que nem uma surucucu no meio do canavial. Nessa hora, não dá para ouvir muita coisa, só uns resmungos melosos e algo que parece um cachorro do mato rosnando. Não, não, no cio não. Um barulho de congelar a espinha. Sim, sim, tem mesmo algo a ver com frigidez no ar. O que dá para ouvir com certa nitidez é algo como um puta que pariu - que ainda não se sabe se tinha a ver ou não diretamente com Cristina. Mas o certo é que era mais uma tentativa fracassada de Emanuel em fazer um chamego mais caliente na noiva.  &lt;br /&gt;Aí já é demais para a cabeça de qualquer um. Eu me levanto, separo os dois e baixo o sarrafo. Dou uma gravata no Emanuel e uns cinco socos bem no nariz e jogo aquelas sandálias fedidas para longe. É lógico que o cara desmaia. Cristina tenta se levantar, mas meto uma porrada na boca do estômago e o mínimo que ela perde é o ar. Ela fica sem equilíbrio e tropeça. Aquela cabeça loira acaba batendo no braço de uma das cadeiras do cineminha. Cristina capota também. Nisso alguma pessoa histérica está berrando e as luzes já estão acesas e há alguém me imobilizando e gritando algo que não dá pra entender direito. Alguém me dá uma porrada, duas, três, quatro e eu apago. Acordo bem aqui, com vocês.  &lt;br /&gt;E é isso que eu tô alegando, dotô, já faz quase trinta anos. Legítima defesa em nome da minha sanidade mental. Eu já havia visto histórias parecidas dos dois muitas vezes. A minha vontade era de que eles se fodessem. Mas nicas. E aquilo foi a gota d’água para mim. Conhecia o casal há uns dois anos e sempre aquela mumunha. Naquele dia, não agüentei mais tanto empata-foda. Espanquei os dois até não mais poder, porque já não agüentava mais aquela porra de discussão na minha frente. É por isso que digo: gente que não trepa é um problema. Hum ? Ah, o senhor vai continuar negando meu pedido de visita íntima ? Tudo bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79965200?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79965200' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79965124</id><published>2002-08-08T00:20:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:20:46.266-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 5]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Baixo calão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Termina o primeiro tempo desse emocionante clássico, amigos telespectadores. Momentos de muita, mas muita emoção. Final de campeonato. Tudo igual. Os dois times querem porque querem levar o título pra casa e não poupam esforços para isso. Mas a situação está tensa no campo, não é, Élcio ?&lt;br /&gt;— É isso, Januário. Vários jogadores estão fazendo entradas duras e já se desentenderam várias vezes no gramado. A adrenalina ferve em momentos assim e essa é uma das formas que os jogadores devem ter pra extravasar. Isso ou soltar uma meia dúzia de palavrões durante ...&lt;br /&gt;— ... opa, opa, espere um pouco aí, Élcio. Vamos acionar um dos nossos repórteres no campo para ouvir o que um dos técnicos tem a dizer aos jogadores em um momento como esse. É com você, Luizão !&lt;br /&gt;— Beleza, Januário. Vamos chegar perto do técnico para conferir o sabão que está sendo passado no pessoal. Olha aí !&lt;br /&gt;— Vamu arrebentar mermo ! Eu quero mais é que cês [priiipp] a alma desses caras ... &lt;br /&gt;— Opa, que foi esse apito aí, Janú ? Interferência da concorrente ? He he he ...&lt;br /&gt;— Ah, nada não, Luizão. É só nosso sensor anti-vulgaridade ! Novidade encomendada pelos novos patrões. Ele é automaticamente acionado quando alguém está para falar uma palavra de baixo calão, ofensiva à moral e aos bons costumes vigentes. Tecnologia a serviço da educação permanente. Um oferecimento ... &lt;br /&gt;— E eu lá quero saber quem tá oferecendo uma [priiipp] de serviço como essa [priiipp] ? Logo prum jogo de futebol ? Meus jogadores já tão se [priiipp] no campo e agora vão ser censurados também ?&lt;br /&gt;— Ele tá certo, ele tá certo, Janú. Num jogo de futebol, ainda mais decisivo, ficar sem palavrão é pior que condenar o pessoal à morte.&lt;br /&gt;— Nã, nã, não, meu caro Élcio. Os jogadores, os técnicos, a torcida, o juiz, os bandeirinhas e nossos telespectadores têm que se adequar aos novos tempos, oras ! Imagina, ficar berrando umas palavras de baixo calão nesse horário. E a influência e a perdição e os bons ...&lt;br /&gt;— Peraí, Januário ! Olha lá !!! Foi gol !!!  Goooool !!! Essa discussão sobre essa [priiipp] de apito do [priiipp] me fez perder o jogo de vista e agora o [priiipp] fez a [priiipp] do gol. E a gente não narrou o lance ! Ô, [priiipp] !!!!&lt;br /&gt;— Calma aí, Élcio. Não vá perder o controle, rapaz.&lt;br /&gt;— Mané controle, mané controle. Eu fico nervoso porque a gente perdeu o gol e acabou não narrando o lance que é nosso trabalho a gente tá aqui nessa merda [priiipp] pra que ?&lt;br /&gt;— Opa, Élcio. O apito falhou. Ninguém te segura quando tu fala rápido !&lt;br /&gt;— Eu vi, Luizão. Apito filho da [priiipp] esse. Aí, eu quero mais é que os caras que inventaram essa [priiipp] de apito peguem esse mer[priiipp] e enfiem no cu[priiipp] ! Hahaha !!!&lt;br /&gt;— É melhor parar com isso, Élcio. Olha o nosso contrato, a gente tem que respeitar as cláusulas contratuais, ainda mais com patrões novos e ... &lt;br /&gt;— Gol !&lt;br /&gt;— O que ???&lt;br /&gt;— Gooooooollll, Janú ! Porra !!! [priiipp]. Opa ! Hahaha !!! Enganei esse apito de novo. Tocou depois ! Eu sou rápido demais pra ele ! E nem teve gol nenhum ! Rá ! Vibra aí, minha torcida !!! &lt;br /&gt;— Eeeeeeeeeeeeee ....&lt;br /&gt;— Então não teve gol nenhum ?&lt;br /&gt;— Nem. Foi só uma distração pra enganar o apito !&lt;br /&gt;— Falta de profissionalismo ...&lt;br /&gt;— Olha lá ! Agora foi ! É gol !&lt;br /&gt;— Gol ?&lt;br /&gt;— Gooooollll !!! Gooooooooooolllllllllll !!!&lt;br /&gt;— Agora foi mesmo !&lt;br /&gt;— Claro ! [priiipp] [priiipp] [priiipp] ! Vá se fo[priiipp], Januário. Foi gooooollll !!!&lt;br /&gt;— Opa. Quem desligou a luz ?&lt;br /&gt;— Puta que o pariu ! &lt;br /&gt;— ...&lt;br /&gt;— Ei, esse apito só funciona com energia elétrica, certo ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79965124?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79965124' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79965014</id><published>2002-08-08T00:18:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:18:01.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 4]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Boa viagem, Motoboy Renan !!! &lt;br /&gt;[ao som de “everybody knows” – echo and the bunnymen]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais se dá conta da geração de pés na estrada que foram criadas com o passar dos anos em um fast forward. Dois sinais ficam verdes ao mesmo tempo, e o que se vê é fogo-fátuo arrancado do asfalto vagabundo colocado sem concorrência ou licitação, uma vergonha. O melhor é olhar para todos os lados, inclusive para o alto, onde se vê até mesmo a atração de uma cabeleira loura farta que ri irônica, num soslaio, num rabo de olho. A toiceira quase cor de palha havia acabado, naquele exato instante, de fechar a tampa do caixão de uma discussão com o supervisor geral de um conceituado escritório de advocacia, saindo-se vencedora da porrada verbal e agora exibia a dentição branca e de fidelidade canina. Todo mundo viu. O mundo parou nesse momento para a humilhação neste pequeno espaço de convulsões, no picadeiro armado de vestidos, saias, saltos altos, blazers, ternos e sapatos engraxados. Um fundo sexual na ironia. Agora ela pensa em trepar. Se imagina nua com cada um dos dois homens que ama no momento, antecipando carícias e apertões. Sorri para o funcionário recém-contratado, que acaba se distraindo novamente do trabalho, mal dando bola para o que aparece digitado na tela de seu computador, pois está pensando em tempos frios e como aquela menina que encontra todo dia na rua fica tão bem de vermelho. &lt;br /&gt;Talvez alguém duvide da existência de uma pessoa que não acredite que toda hora é hora de acelerar. Ainda bem que há os sinais que não funcionam nessa cidade, porque a vida é corrida e correr sempre foi necessário, tanto quanto o motor, seja ele de qualquer natureza, funcionar ou suportar. Buzinada em frente à oficina mecânica, que já correu risco de fechar, de tão mal administrada que era por um cara que pegava o dinheiro suado, amassado e sujo de graxa e outras manchas pegajosas e desviava o que podia para uma locadora clandestina, que trabalhava alugando fitas pornô ultrasafadas, para usar um termo mais sutil. Um cara que tem a cara-de-pau de ainda passar pela frente da oficina, como está fazendo bem agora.&lt;br /&gt;Queria que fizesse o quê ? Recitasse trechos inteiros de Nietzsche em alemão ?  Mas os sinais não funcionam e a vida, ainda mais motorizada e ostentando capacete novo, segue à risca a falta simbólica e nem tem tempo de desviar, provocando uma ascensão não-programada. Sem o menor sinal de que poderia parar, a idéia é seguir ainda mais rápido, enquanto passa batido por um sinal vermelho, quase atropelando, de lambuja, um casal que seguia para a reunião mensal do grupo de escoteiros. Um guarda que, na impotência pedestre e de pouca visão, nada mais pode fazer a não ser xingar o mais alto que pode, assistido, sem nenhuma emoção visível por um garoto sardento de pouco mais de 10 anos, que havia acabado de bater uma punheta sem tirar os óculos. Isso logo depois de ter visto um filme de sacanagem, um daqueles que os pais escondem mas os filhos sempre descobrem onde estão. Uma punheta esfolada, aproveitando que os pais estão fora de casa, na crença de que este pode ser um ato de subversão mental, uma afronta, uma vez que o proibiram certa vez de andar de velotrol dentro de casa, há muito tempo, mas um impedimento tal que não foi esquecido.  &lt;br /&gt;Bateu um baque surdo, agogô, cuíca e tamborim, ritmando a queda no chão esburacado, cova no meio da rua. Essa deve ter doído um bocado. Na verdade, doeu bem mais do aquela vez que foi achacado por um grupo de policiais, um grupo que havia dado uma incerta no mocó onde depositava as fitas de sacanagem que vinham de toda parte do mundo, embora muitas fossem produzidas por aqui mesmo. Um grupo que não ficou muito contente com a dificuldade em aceitar que uma parte dos lucros deveria ser revertida em benefícios destes caridosos negociantes de proteção. Todos com bons advogados, sem sombra de dúvida.  &lt;br /&gt;Um toco, dois tocos, três tocos. Todo mundo contou. O mundo parou nesse momento para a contagem, transmitida ao vivo pela reportagem móvel de uma obscura rádio AM, que foi recentemente vendida para um grupo politiqueiro que quer fazer carreira com a desgraça e cujos serviços jurídicos estão por conta de um escritório de advocacia, cujo supervisor geral hoje foi fragorosamente derrotado em uma discussão de merda. Uma discussão que o colocou em baixa com o patrão, uma porrada verbal que o humilhou diante de todos os empregados e que o faz arrepender-se de um dia ter trepado com aquela mulher aproveitadora. Aquele revólver prateado, dado de presente pelo seu primo, que trabalha em outro daqueles escritórios e que guarda umas fitas maravilhosas de putaria em casa, ainda está aqui, junto com aquela papelada que ficou para ser despachada há duas semanas. Um processo sobre atropelamentos.&lt;br /&gt;A cabelada loira vai trepar com menos um porque hoje, justamente hoje, um de seus sonhos ficou aqui, estirado no chão, esperando uma ambulância que não vem porque está ocupada demais, correndo para transportar uma vida que, segundo alguns funcionários arrependidos de plantão, deve ser preservada a qualquer custo. &lt;br /&gt;Chegará o Motoboy Renan ao seu destino ? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79965014?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79965014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79965014' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79964949</id><published>2002-08-08T00:16:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:16:31.073-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 3]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para o outro JR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de saber ...&lt;br /&gt;Em abril, justo em abril, eu passei uns dias pensando em escrever sobre algum amigo morto. Um tipo de idéia fixa, dessas que ficam a assobiar na tua cabeça como bubblegum music. Talvez sobre um cuja mão não pude apertar e chamar de amigo. Era para ser sobre fevereiro, um fevereiro que ainda não tive culhão para exorcizar por completo. Mas agora é sobre você. Ainda mais longe.   &lt;br /&gt;Só fui saber na tarde de segunda que você havia morrido. E se eu não estivesse tão compenetrado em não ser meloso ou babaca para escrever agora, poderia jurar que fiquei uns quinze segundos sem ação. Um desses técnicos de som que serve ao tal do Destino —  valha o termo, meu amigo —  desplugou meu microfone, sem o menor aviso. Nem houve tempo para a microfonia — às vezes, acho que só a microfonia vai me salvar.  &lt;br /&gt;Eu quero ser sedado.  &lt;br /&gt;Estava escrevendo um conto qualquer quando você já deveria ter morrido, JR. Decidi pelo fim por volta das duas da matina, depois de uma insônia sem qualquer alteração nervosa. Fato aterrador, pois todas as minhas insônias costumavam ser nervosas. Deve ser assim que gente como a gente se sente quando não tem mais volta. E, na minha ignorância, na minha cretinice, fiquei com medo do que estaria a acontecer. &lt;br /&gt;É que eu, o homem que, quando guri, somente conseguia se projetar até o ano 2000, achando que ia acabar parecendo contigo — não fisicamente, ao menos —, tenho medo de morrer. De morrer e ser esquecido. Esquecimento post-mortem deve ser tão pouco promissor quantas aquelas musiquinhas que te botam para ouvir quando vão transferir sua ligação.&lt;br /&gt;Preferia 4 acordes.&lt;br /&gt;(Acabei de me lembrar que vi um filme esses dias, típico de high school ou algo que o valha, mote já manjado que americano tanto adora, que tinha uma de suas músicas. Simpatizei com o filme na hora. Apesar dele ser uma porcaria.)&lt;br /&gt;Fevereiro parece que ainda não acabou. Caminho para os trinta, meu cabelo é curto, eu odiava costeletas, e o passado — ou como se chama esse tempo que gente hiperativa vive a recorrer quando começa a ficar com mania de velho — insiste em me pegar pelo pé. Deixei, certa vez, uma camisa preta com o nome de quatro marmanjos — entre eles, o teu, JR; puta orgulho em ostentá-los — com um dos meus irmãos de Joinville. Presente de irmão. Um deles falou comigo no dia em que você morreu. Nós dois de nada sabíamos. Mas havia uma tentativa de reaproximação. A mesma que me fez, depois de um tempo mais ou menos afastado, voltar a prestar atenção na vida de vocês. &lt;br /&gt;Na verdade, havia alguns sinais se insinuando aos poucos, que só agora começo a catalogar. Títulos de e-mails tirados de suas músicas — para quantas pessoas mandei mensagens intituladas “i wanna be sedated” ou “now i wanna sniff some glue” ou “cretin hop” ou “we’re a happy family” ou “teenage lobotomy” ? —, revista-pôster comprada em uma banca, CDs duplos que aparecem com colegas de trabalho ...  &lt;br /&gt;Percebe que há uma maldita ligação ? Percebe que eu posso estar vendo coisas onde nada existe ?  &lt;br /&gt;Não, você não percebe. Eu estive distante. E agora você morreu.&lt;br /&gt;E só agora me lembrei dessa camisa.&lt;br /&gt;E do que mais ?&lt;br /&gt;Minha jaqueta de couro. (pendurada no armário do quarto) &lt;br /&gt;Minhas calças jeans surradas e rasgadas. (já viraram trapos há tempos)&lt;br /&gt;Meus óculos escuros. (perdi as contas de quantas vezes já os troquei) &lt;br /&gt;Meus tênis velhos. (heh ... esses eu ainda uso ...)&lt;br /&gt;Meu inventário. &lt;br /&gt;E eu ?&lt;br /&gt;Essa é a parte mais irônica de toda essa história. Eu reescrevi a notícia de sua morte para o jornal onde trabalho ouvindo Nick Cave and the Bad Seeds. Your funeral, my trial. Isso me fez cometer um desejo: quando eu morrer, se alguém escrever sobre minha morte, que o faça com uma trilha sonora menos contumaz. Isso porque a tua morte, JR, me frustra e me assusta. Me frustra na perspectiva de um desejo egoísta, um desejo do tipo “the show must go on”. Life’s a gas. E me assusta porque, se fosse possível simplificar a tua morte, esquisita, estranha e bizarra para mim, justo agora, eu poderia dizer que ela mostra o quanto perdi. E o quanto eu tenho para não esquecer. &lt;br /&gt;Ahora me voy.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril 2001 (mês de meu aniversário)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79964949?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79964949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79964949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79964949' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79964893</id><published>2002-08-08T00:14:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:14:46.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 2]&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Rally-Ho ! Let’s go !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de uma sessão lisérgica, Multi Man, já meio travado, aconselhava um rapazola de Liverpool metido a roqueiro, que desejava fugir de tanto assédio, a se hospedar com um sobrenome falso. Tente algo mexicano, como Simon, Javier, Perez, Ramon, ou algo do tipo, balbuciou Multi. Sim, sim, era essa a solução, babou o canhoto ao seu lado, já vendo luzes de tons variados ao seu redor. Multi Man, num rasgo de sobriedade, percebeu que ali começava a se desenhar seu mais promissor futuro. Mas tal percepção durou pouco pois, nesse instante, Multi Man - enquanto um outro de seus eus ia buscar mais absinto, ao mesmo tempo que outra cópia quebrava gelo na cozinha - viu sua musa inspiradora, Lucy, atravessar voando a sala. Diamantes, disse Multi Man, antes de perder o último fio de clareza, sem se dar conta de que o músico pentelho ao seu lado ainda iria aproveitar algo daquela situação.&lt;br /&gt;A ficha daquela incipiente idéia que Multi Man teve com o guitarrista canhoto com cara de bundão só viria a cair um bom tempo depois. Um tempo em que a crise estava insuportável.  Fluid Man, um de seus companheiros de banda e de sopapos, se afogava cada vez mais na cachaça e estava se achando o fodão do peixoto. Deixa o solo para mim e o som do meu microfone tá baixo demais eram as frases mais comuns de Fluid Man nos shows. Multi Man se irritava demais com isso, mas logo duas ou três cópias de si mesmo o aconselhavam a deixar para lá. Argumentavam que ele - ou eles, vai saber - é que era - eram ?- o maioral - arre ! - do pedaço. O cara que se desdobrava para fazer a banda aparecer, quando os vilões já não eram mais os mesmos, quando uma dúzia de pous e socs não mais eram suficientes para limpar as ruas.  &lt;br /&gt;O único motivo pelo qual Multi Man e Fluid Man se suportavam era a concordância em uma idéia: achavam Coil Man um puta gordinho chato e por demais saltitante. Mas era impossível tirá-lo do grupo, já que Coil Man detinha o controle acionário do departamento de marketing da banda, área empreendedora que era anunciada como tábua de salvação do grupo. Multi Man andava mesmo descontente com os rumos do grupo, desde que os três descobriram, da pior forma possível, o que significava a letra “d” no codinome de seu ex-empresário, Big D. Dívidas e dúvidas ameaçam o trio, que não estava mais se entendendo tão bem quanto nos primeiros anos. Um déficit crescente em suas contas e a queda de popularidade da banda contribuíam para o mau humor de nosso herói ruivo.&lt;br /&gt;Multi Man, já de saco cheio de toda aquela merda, embarca em uma terrível egotrip. Se pudéssemos ver seus olhos debaixo de toda aquela cabeleira, teríamos percebido um brilho maquiavélico a se insinuar. Aproveitando sua peculiaridade de assumir compromissos simultâneos, Multi Man aposta em uma mudança radical em sua vida e trama um terrível e tenebroso plano. Convoca a imprensa para anunciar que se afastará uns tempos da banda para melhor pensar em seu futuro e que fará uma viagem para alguma ilha paradisíaca do Caribe. Após este anúncio, ele embarca num jato particular - o carro voador dos Impossíveis era retrô demais para ele - que explode no ar, cerca de meia hora depois da decolagem. Equipes de busca se desdobram para achar algum sobrevivente, mas nicas. Encontram apenas os restos mortais do pobre Multi. A saber: a enorme cabeleira ruiva que cobria seus olhos. Especulações maldosas diziam que Multi Man usava peruca e outras, ainda mais impertinentes, alardeavam que nunca se viam seus olhos porque ele tinha vergonha de assumir que era estrábico. Fluid Man e Coil Man, de comum acordo, resolvem dissolver a banda, alegando que desejavam preservar a memória do amigo. Na verdade, eles perceberam que se deixaram influenciar pela mania de fazer tudo ao mesmo tempo agora do falecido. Haviam se deixado levar pela figura pretensamente onipresente de Multi Man e agora não mais havia volta. Coil Man propôs sociedade a Fluid Man em um novo e audacioso projeto: a fonte de água saltitante. Hoje um dos mais curiosos detalhes no mundo de sonhos da Disneyland.&lt;br /&gt;Alguns anos depois do acidente, um cara alto, de voz anasalada, magro e cabeludo, com cabelos pretos - parecendo pintados - a cobrir seus olhos colocava um nome em sua banda de punk rock. Um nome que pegava emprestado o sobrenome que um rapazola de Liverpool usava em hotéis para se manter incógnito.  Irônico, o cabeludo cunhou um grito de guerra que imortalizaria este grupo, algo bem parecido com “Rally Ho”. Mas ninguém percebeu a sutil sacanagem, pois já não existia quem mais se lembrasse dos Impossíveis para fazer qualquer analogia. Multi Man se sentia protegido afinal. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79964893?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79964893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79964893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79964893' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79964847</id><published>2002-08-08T00:13:00.000-03:00</published><updated>2002-08-08T00:13:36.990-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[velotrol 1]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combustível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que minha hiperatividade está me deixando paranóico. Que escrever tanto tem me deixado alucinado. Prefiro acreditar que estou é mais observador e crítico. Como os lagartos. E, portanto, mais preocupado com minha saúde mental. O que incomoda os outros nada mais é do que a hiperatividade de associação de idéias. Quer um exemplo de como este sistema funciona ?    &lt;br /&gt;É como um rastilho de pólvora. Acende e não pára até explodir. Start. Cardoso, do e-zine COL relembrou recentemente que Ramarim é Miramar de trás para frente. Mensagens subliminares ? Meu saudável instinto de percepção — paranóia o escambau, viu ? — logo refez vários links. O que querem da gente ? O que pretendem fazer com nossas cabeças ? Eu prossigo. O ataque enervante às nossas nem sempre tão bem preparadas mentes é bem mais amplo. Vai vendo. Ailiram, uma marca de biscoitos que nem sei se mais existe, tenta esconder uma Marília. Seria este um apelido carinhoso para algum terrível agente químico enfurnado e maquiavelicamente misturado à composição dos biscoitos ? Uma sugestão semelhante — no caso dos biscoitos, mortal e silenciosa — que faz com que B.B. King chame suas guitarras de Lucille ? &lt;br /&gt;Eu não como biscoitos faz tempo. Estaria a salvo ? &lt;br /&gt;Naaahhh ... Eu não consigo parar de ouvir B.B. King. &lt;br /&gt;E a caixa de fósforos Argos ? Esta marca teria sido bolada por algum genro ou alguma nora por certo descontente ? Leia de novo: sogra aparece invertida na marca. Haveria uma mensagem subliminar a ordenar que queimássemos as sogras, mudando um pouco os alvos da Inquisição ? Ou que socássemos todas em uma mísera caixinha de fósforos, dessas que nem mesmo servem para batucar um sambinha cadenciado em uma mesa de boteco, bebericando cervejas e chopes ?&lt;br /&gt;E essas então ? Manja a Brahma ? Juraram para mim, há um certo tempo, que esta marca nada mais é do que uma condicionante sigla, que significa “Bem, Rapaziada, Amanhã Haverá Mais Álcool”. E que a palavra “chopp” logo abaixo seria “caso haja otário para pagar”. Me arrepio só de imaginar o que seria de nós então com a AmBev !!! O que esconderá, então, essa Skol que eu acabei de beber ?&lt;br /&gt;Se dos biscoitos eu me livrei facilmente, o mesmo não posso dizer das cervejitas. Mas isso não é de todo mal; significa que ainda estou no caminho da purificação. Que talvez possa mesmo começar pelo estômago. Torturadores de plantão, mal-disfarçados de gastrônomos amadores, volta e meia tentam me convencer dos benefícios de comer banana amassada com Aveia Quaker. São todos uns recalcados ! Sim, porque Quaker, da direita para a esquerda, soa como recalque, caríssimos ! &lt;br /&gt;Momentos assim me fazem sair correndo — talvez o próximo passo seja me servir sopa de letrinhas. Em ordem alfabética. E, olhando para todos os lados, que é para não dar bobeira, vejam só: subi no ônibus. De um lado ou de outro, é sempre tudo a lesma lerda. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79964847?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79964847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79964847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79964847' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79963024</id><published>2002-08-07T23:26:00.000-03:00</published><updated>2002-08-07T23:26:12.906-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[revival]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bateu nostalgia. Estou colocando aqui os textos originalmente publicados no site da &lt;a href="http://www.velotrol.com.br"&gt;Velotrol&lt;/a&gt;. Sem ordem cronológica. Vai entender. Enjoy it. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79963024?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79963024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79963024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79963024' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79961489</id><published>2002-08-07T22:40:00.000-03:00</published><updated>2002-08-07T22:51:54.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O horror ! O horror econômico !&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rumores e estardalhaço no Brasil desde que a equipe econômica fechou o tal novo acordo com o FMI, em pleno período eleitoral. Analistas políticos, econômicos e que tais se apressam a rascunhar o futuro, fazendo uso dos oráculos das probabilidades. Em meio a esta agitação, me recordo de um estudo realizado pela Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos) na segunda semana de julho, a respeito da situação econômica do país. O &lt;a href="http://www.febraban.org.br/des_projecoes.asp"&gt;tal estudo&lt;/a&gt; foi feito junto a 56 bancos — o número, por si só, já é digno de assombro — que atuam no Brasil e recebeu o assustador título de “Projeções Econômicas dos Bancos”. Entre tantas considerações, até mesmo a “mais simples” — &lt;i&gt;a previsão de elevação no valor do dólar se espelhou em uma melhoria nos indicadores externos&lt;/i&gt; — só faz deixar mais pulgas atrás da orelha e a nítida impressão de que estamos ouvindo algo a se quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quebradeira e boca no trombone&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E os ruídos de comunicação reverberam. Em &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/iq070820022.htm"&gt;“Mídia e a morte do projeto neoliberal”&lt;/a&gt;, artigo escrito por Bernardo Kucinski para o site do Observatório da Imprensa, é defendido que os meios de comunicação de circulação nacional estão começando a mostrar a face de quebradeira deste governo. Isso, mesmo apesar de ainda não entenderem a questão em todos seus prismas, se configura algo digno de observação, uma vez que evidenciam por a + b que o tucanato nos deixou uma herança de dívidas e crises, bem ao contrário do que mostra a propaganda oficial. Nada difícil de constatar na prática, mas o momento de deixar o discurso único de lado comprova que é hora de escutar a tal da saudável paranóia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Bernardo Kucinski&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kucinski, autor do excelente livro “Jornalistas e revolucionários”, lançado pela Scritta Editorial em 1991, nos faz recordar que já vimos estratégias semelhantes em outros períodos eleitorais: os banqueiros internacionais aparentam estar se borrando com uma possibilidade de moratória e surgem entidades ligadas diretamente ao campo econômico bradando que já haviam alertado o governo da possibilidade de crise financeira. A questão que quero aqui colocar, inspirado por Kucinski e até mesmo pelos dados da Febraban, é bem simples: como nós vamos reagir à situação que se configura ? Vamos deixar chegar 1º de janeiro de 2003 para ver se tudo se resolve ? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79961489?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79961489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79961489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79961489' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79688505</id><published>2002-08-01T11:30:00.000-03:00</published><updated>2002-08-07T22:41:20.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[maldita]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E a Flu Fm está voltando ao ar amanhã. Em FM !!!! [parece bisonha esta observação, mas vale a catarse].&lt;br /&gt;Enquanto isso, leia &lt;a href="http://sites.uol.com.br/jorrocha/lam6.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; a entrevista que Luiz Antonio Mello deu para a revista &lt;a href="http://www.maounica.cjb.net"&gt;[mao unica]&lt;/a&gt;, por conta dos 20 anos da Maldita. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79688505?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79688505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79688505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79688505' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79688211</id><published>2002-08-01T11:21:00.000-03:00</published><updated>2002-08-01T11:21:36.240-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[anunciação]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;francisco f. está chegando !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79688211?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79688211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79688211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79688211' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79688090</id><published>2002-08-01T11:18:00.000-03:00</published><updated>2002-08-01T11:18:13.596-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[...]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;serenidade.&lt;br /&gt;paciência.&lt;br /&gt;tranquilidade.&lt;br /&gt;te digo: estou em treinamento. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79688090?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79688090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79688090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79688090' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79687978</id><published>2002-08-01T11:14:00.000-03:00</published><updated>2002-08-01T11:14:57.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sujeira na escrita&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na literatura, é impressionante a necessidade de se agrupar gerações em uma identidade definida e homogênea — mesmo que o ponto de convergência seja a diversidade; prova de que esta é uma tentativa forçada demais. Me veio novamente, com certa ironia — não houve como evitar ... —  essa impressão durante esse semana, quando estava colocando minhas leituras em dia. Paulo Roberto Pires, no artigo intitulado “O que é você, geração 2000 ?”, no site nominimo, recorre a um conto de &lt;a href="http://www.folhetimbizarro.cjb.net"&gt;João Paulo Cuenca&lt;/a&gt; — guitarrista da banda carioca &lt;a href="http://www.netunos.blogspot.com"&gt;Netunos&lt;/a&gt; — publicado em “Ficções”, revista da Editora 7 Letras, para analisar o perfil de quem se mete a escrever nos dias atuais e está entre os 20 e 25 anos. Entre os pontos de destaque deste conto — e que ele aponta como meio de identificar toda essa tal geração —, ele elogia a “sujeira de estilo e tema”. Mas será que esses são mesmos os pontos principais da moçada que briga para escrever e publicar nos dias de hoje, quando é ainda mais difícil realmente levar isso a frente ?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ecoando The Who&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ler esse artigo, além de me fazer reavaliar alguns conceitos acerca da literatura de “my generation” — citação obrigatória a The Who —, me fez a chegar, pela enésima vez, que ainda está longe de definir uma forma conjunta da literatura potencializada a partir dos 90. Mas é uma mera conjectura e uma conversa longa demais para esta coluna. Me lembrei de “Geração 90 – manuscritos de computador”, livro da Boitempo Editorial — que, infelizmente, ainda não li — que reúne alguns excelentes contistas “desta época”, para usar uma expressão um tanto quanto jocosa. A Editora Fafic, da Faculdade de Filosofia de Campos, poderia pensar em lançar uma coletânea com textos de alunos e ex-alunos — há muita gente que “pertence” às tais gerações 90 e 2000 por aqui escrevendo e se mantendo abaixo do subsolo de publicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Geração ????&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Essa tal geração que Paulo Roberto Pires anda descobrindo vagueia pela web — mas é possível peneirar aqueles que causam impacto. Como o pessoal do finado e-zine &lt;a href="http://www.cardosonline.com.br"&gt;Cardoso On Line&lt;/a&gt;. Ou no site da escritora&lt;a href="http://www.danisigaud.hpg.ig.com.br"&gt; Daniela Sigaud&lt;/a&gt;, onde ela deixa à mostra um tipo de escrita rápida, incisiva e doce, que me faz questionar porque ainda não publicou um livro. Também está no bookmark o site da cara amiga &lt;a href="http://www.jhendrix.com.br/indigo"&gt;Indigo&lt;/a&gt;, cuja forma de escrever já foi reverenciada aqui várias vezes. E em Campos, entre tanta gente boa, dá para citar Jules Rimet, que assina o blog &lt;a href="http://www.imagina.blogspot.com"&gt;Aquém da Imaginação&lt;/a&gt;. O império se expande. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79687978?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79687978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79687978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79687978' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79515657</id><published>2002-07-28T15:18:00.000-03:00</published><updated>2002-08-01T11:16:42.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Serenidade não-linear&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Está se tornando cada vez mais comum o fato de algumas pessoas ao meu redor contarem meus cabelos brancos. Estou tentando, antes que eles ocupem por completo toda minha cabeça, imprimir minha marca do melhor jeito que sei fazer: escrevendo. Tenho cá, neste bunker, alguma munição que estou aprendendo a usar. É trabalhoso, mas o que vejo — com todos os sentidos — me ajuda a entender, com certa serenidade, a mecânica da guerra. Mixar. Juntar. Reciclar. Saber trabalhar a potência do Caos. Alguns personagens estão engatinhando. Não é por nada não, mas acredito que nós, os malacos do mundo, estamos encaixando uma ou outra peça aqui e acolá — aprendendo a dinâmica fractal que nos afasta e aproxima. Como dizem os filósofos de botequim: exemplos pipocam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De automóveis, o cemitério&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Somar experiências é a chave para fazer acontecer, para cometer pequenas ousadias. Subversão aplicada. Como está mostrando agora o grupo &lt;a href="http://www.cemiteriodeautomoveis.hpg.ig.com.br"&gt;Cemitério de Automóveis&lt;/a&gt;, de Mário Bortolotto, em São Paulo. O grupo está fazendo adaptações de contistas da minha geração — ugh — como Marçal Aquino, Daniel Galera e Daniel “Mojo” Pelizzari. Isso sem contar o trabalho realizado com o texto de Marcelo Mirisola — sim, estou falando dele outra vez; vai encarar? Neuras, síndromas, descaso e algumas palavras felizes ganhando corpo, voz e trejeitos urbanóides. Perfeita sintonia. Teatro de arrancar entranhas. E, ora pois, não é que fica parecendo uma dica de montagem teatral a ser encenada em Campos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Mário Bortolotto&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Será que vale dizer que as montagens de Bortolotto têm agradado — e muito — a crítica? E que este espetáculo não está fazendo diferente? Melhor considerar que estas adaptações estão massageando o ego dos autores. Talvez seja mais acertado recordar que Cemitério de Automóveis está completando 20 anos de atividades Ou então, lembrar que, no ano passado, este grupo realizou o “Beat Cemitério”, com as bençãos de Antonio Bivar. Nada mal para quem ganhou o Prêmio APCA pelo conjunto da obra e o Prêmio Shell de melhor autor com “Nossa vida não vale um Chevrolet”, em 2000&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79515657?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79515657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79515657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_07_01_archive.html#79515657' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79079409</id><published>2002-07-17T18:17:00.000-03:00</published><updated>2002-07-17T18:17:18.783-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Porque tudo é dor, meu chapa &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser no mínimo, intrigante, a forma como o ser humano se porta diante de determinadas reviravoltas. O Destino — ou seja lá como os caros leitores queiram denominar — andou puxando meu tapete na semana passada, motivo pelo qual esta coluna deixou de ser publicada na última sexta — alguém notou ? Esperava que a Dor fosse comer por inteiro meu coração — um pedaço Ela levou, podem ter absoluta certeza —, mas, vejam só, me encontro em uma serenidade pouco usual. Uma serenidade do tipo que somente o cansaço pode proporcionar. Acabei entendendo que se trata de tristeza sendo regurgitada, amassada e macerada, para fazer remendo na alma. O que me faz desejar aprender a ficar invisível quando assim considerar necessário. Esse é o meu mais novo sonho de consumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Essas palavras ... &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sempre precisei de uns momentos de vazio, de silêncio — como John Cage elaborou em “Music of Changes” e “4’33’’”. Mas não sou músico, apesar de tentativas e erros. Meus momentos de silêncio são justamente quando me ponho a alinhar palavras como agora. Escrever faz parte deste processo de tentar manter minha sanidade, é um exorcismo, é um expurgo. Mas, para que tudo isso ? Simples: para dizer que tenho que reaprender a usar todos meus sentidos. O tal remendo que mencionei me fez perceber que, para saber lidar com a memória da dor — porque não posso e nem quero apagar lembranças —, preciso, além de olhar por mim mesmo, perceber o mundo como se estivesse encarando-o pela primeira vez. Assim, as lembranças me reconfortam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;Amplexos sem complexos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, apertei publicamente a mão de caros amigos, aqui mesmo, nessa coluna. Tarefa nada fácil para quem detesta se expor. Um gesto semelhante é necessário — ao menos, para mim, o sujeito que tem dificuldade para agradecer. Para que estas pessoas saibam o quanto a amizade e apoio nesse momento me são ainda mais valiosos. Não vou citar nomes; cada uma dessas pessoas saberá se reconhecer, porque acompanhou minha felicidade e agora, minha busca em manter a serenidade. Portanto: um abraço para cada um de vocês, meus irmãos e irmãs em armas. A ajuda de vocês me manteve inteiro. Lhes devo mais do que podem imaginar.  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79079409?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79079409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79079409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_07_01_archive.html#79079409' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-79020547</id><published>2002-07-16T12:07:00.000-03:00</published><updated>2002-07-16T12:12:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[...]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;sentimos dor ... mas recomeçamos tudo de novo, do zero.&lt;br /&gt;e segue o mundo, meus caros e caras ...&lt;br /&gt;só preciso reaprender a exercitar minha paciência. e de descanso.&lt;br /&gt;não deve ser muito. quem sabe ? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-79020547?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79020547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/79020547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_07_01_archive.html#79020547' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-78653119</id><published>2002-07-07T14:43:00.000-03:00</published><updated>2002-07-07T14:44:18.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[anunciação]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;francisco f. está chegando !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-78653119?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/78653119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/78653119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_07_01_archive.html#78653119' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-78652924</id><published>2002-07-07T14:37:00.000-03:00</published><updated>2002-07-07T14:37:09.326-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Esta coluna entoa mantras&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ocidentais separam e absolutizam. Existe a diferença marcada pela ruptura. Faz-se a divisão e potencializa-se uma das partes, como em um processo de enamoramento. Esta é a síntese da visão de mundo do Ocidente — que trabalha, essencialmente, com uma descodificação binária. Este é o princípio que norteia o coração da razão ocidental, herdado de Aristóteles — aprimorado e contestado com energia análoga através dos tempos. Mas há quem defenda que “existe vida” sem esta separação, como a filosofia oriental. E — observem com todos os sentidos — a web é zen. Cabe a nós, pessoas interessadas em transpor os meros conceitos de figura de linguagem da filosofia, encarar o desafio de entender melhor as conceituações a respeito cunhadas por Ocidente e Oriente, a fim de interagir de verdade com seus mecanismos de regulação do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Yin Yang aplicada à web &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Repita comigo: ocidentais estão mergulhados até o pescoço no princípio da não-contradição. Nosso arquétipo de organização mental é baseado em hierarquização. Mas há um caminho a seguir pela não-linearidade. A web — conforme conceitua e ecoa Hakim Bey — pode ser um “campo de pesquisas” perfeito para contrapor estas duas linhas filosóficas, apresentando resultados não-lineares. A raiz desta pesquisa bem pode estar na equação “espacialidade + interface + imersão” — como se teoriza em &lt;a href="http://www.eco.ufrj.br/ciberidea"&gt;www.eco.ufrj.br/ciberidea&lt;/a&gt;. Ou ecoa em Margareth Wertheim e suas análises sobre o quanto há de “espiritualidade” intrínseca na definição de ciberespaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Lama Padma Samtem &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Notadamente influenciado pelas idéias de Margareth Wertheim sobre a conceituação de espaço na web, muito me interessou uma matéria, assinada por Gustavo “mini” Bittencourt, com este mestre budista na revista &lt;a href="http://www.pl4y.com.br"&gt;Play&lt;/a&gt;. Padma está à frente, em Viamão-RS, do Centro de Estudos Budistas Bodisatva e defende que a filosofia budista — precisamente a idéia de natureza da realidade — é pertinente para apreender e lidar com os desafios cognitivos que encontramos para lidar com a web. É a junção de visão cognitiva — Padma foi físico antes de lama — com filosofia oriental a que nos referimos aqui. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-78652924?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/78652924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/78652924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_07_01_archive.html#78652924' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-78239680</id><published>2002-06-26T18:14:00.000-03:00</published><updated>2002-06-26T18:14:41.490-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[apoio incondicional]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu não curto muito futebol. Mas preservo a saúde dos meus tímpanos. Por isso, assino embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://galvao.malukices.com/" target="_blank"&gt; &lt;img border="0" src="http://galvao.malukices.com/botao.gif" width="180" height="60"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que ninguém me venha berrando "RRRRRRRonaldinhuuu" !!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-78239680?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/78239680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/78239680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#78239680' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77958734</id><published>2002-06-19T22:23:00.000-03:00</published><updated>2002-06-19T22:32:30.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[gerson dudus fala]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para não dizer que estou ecoando vazio ... Eis o artigo do GD. Vale lembrar que foi publicado na Folha da Manhã, no ano passado. Mas é válido até dizer chega ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Falando de poesia&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No dia 30 de agosto, eu e um grupo de alunos da Faculdade de Filosofia de Campos fizemos um pequeno espetáculo em homenagem aos 30 anos da morte de Jim Morrison, líder do antológico grupo de rock The Doors. Lemos poemas dele e músicas dos Doors foram tocadas pelos Avyadores do Brazyl, que fez um show. &lt;br /&gt;Ouvi algumas críticas logo depois, dizendo que as cenas estavam mal-costuradas e os atores não tiveram a necessária colocação de voz e nem presença de palco. Aí, sem desculpar as falhas reais do espetáculo, eu esclareci que nós não éramos nem pretendíamos ser um grupo de teatro. Éramos um grupo de poesia falada ou performance poética.&lt;br /&gt;Essa mesma confusão aconteceu no III FestCampos de Poesia Falada, em relação aos meus trabalhos. Fui classificado até a finalíssima. Nela, consideraram alguns membros do júri que eu estaria fazendo teatro e não falando poesia. A um júri, pede-se que não se permita o senso comum das pessoas comuns. O júri precisa ter critérios, deve saber o que significa aquela arte que julga, quais os desdobramentos no tempo, suas modificações, seu estágio atual. E então, decidir. &lt;br /&gt;Quando passei a estudar a oralidade na poesia descobri os aedos na Grécia , antes de Homero, que usavam canto, dança, teatro e poesia junto (é que as artes ainda não tinham se separado; isso vai acontecer muito mais tarde, lá pelo século XIV-XV da nossa era).&lt;br /&gt;Depois, um autor dos mais renomados no estudo da oralidade, Paul Zumthor, me ensinou com seus livros, que “a transmissão de poesia entre os séculos X e XIV exigiu o gesto humano; e além disso, enquanto essa voz poética tendia ao canto, o gesto poético tendia à dança, sua última realização. Insisto neste ponto, a meu ver, crucial”. (A Letra e a Voz, pág. 249).&lt;br /&gt;Então, com as vanguardas do início do século XX, vi o que se tinha separado entre os séculos XV e XIX voltar a se juntar — as performances poéticas, dadaístas, futuristas, surrealistas, usavam de tudo. Agora, no século XXI, as inter-relações, os hibridismos, as pluridimensionalidades da arte estão sendo muito mais aplicadas. Tudo troca e troca-se.&lt;br /&gt;Num evento de Poesia Falada, o mínimo que se exigiria do júri era o conhecimento desses fatos, para poder exercer a crítica e não julgar que o melhor é apenas dizer o texto recitado bonitinho, sem que toda força do gesto, da música, da voz, dos efeitos cênicos, participem da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Dudus é publicitário, jornalista e poeta&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Gerson ! Tem discussão, moçada ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77958734?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77958734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77958734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77958734' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77958675</id><published>2002-06-19T22:21:00.000-03:00</published><updated>2002-06-19T22:21:12.740-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Você, letrista, não é poeta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma questão poética de 95 voltou a me assombrar, de maneira saudável. Em uma aula de Pedro Lyra, na Uenf, onde ele trouxe novamente à baila a discussão sobre seu livro, lançado naquele ano, “Sincretismo - a poesia da geração 60”. A saber: o fato de não ter publicado nada de Chico Buarque e Caetano Veloso. Na esteira das discussões, Lyra pontificou que nada foi publicado dos dois porque eles “não se consideram poetas” e “não se assumem como tais”. Cravou-se a diferenciação entre poesia e letra de música, que rendeu um bate-boca danado na época. Resumo da ópera: para ele, poeta, para ser considerado como tal, tem que publicar livros — impressos. As letras de música — música mesmo, não essas babas que escorrem nas rádios — podem ser consideradas composições poéticas mas nem sempre, necessariamente, têm intenção e nível. E eu coloco mais gatos nesse saco: todo poeta — letristas incluídos ... — é um chato em potencial. Até aí, nada demais. Todo mundo é. Incluindo aí Chico e Caetano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poesiafaíscamúsica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não sou fã do Chico Buarque, tampouco do Caetano Veloso — especialmente deste último aí. Mas se é para entrar nesse jogo de classificação — como acabei novamente entrando —, não vou sair por aí dizendo que eles não são poetas. Não gosto deles e tenho um bom número de razões para isso; querendo a lista completa, é só pedir por email. Mas são pessoas cujos talentos não quero colocar à prova — puxa, parece até que estou elogiando ... heh —, principalmente quando se fala em composição poética. Mesmo com o consumo instantâneo e a “muleta da partitura, do arranjo, do canto e dos efeitos eletrônicos”, eles são poetas; existe sim a junção da intenção com o nível. Mesmo que apresente resultado imediato e “não aprofunde questões” — música é faísca em rastilho de pólvora. Como diriam &lt;a href="http://www.dialdata.com.br/mauriciopereira/cds/"&gt;Os Mulheres Negras&lt;/a&gt;: “música serve pra isso”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Sociedade dos Poetas (?) Mortos  (??)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei de um artigo do poeta Gerson Dudus publicado na Folha da Manhã, ano passado, por conta do Festival de Poesia Falada. O caro amigo citava que os aedos na Grécia, antes de Homero, usavam canto, dança, teatro e poesia junto.  O que dizer então de Zeca Baleiro, que se considera — e eu concordo na bucha —, antes de tudo, um poeta ? Um cara que compõe parceiras poéticas com Alice Ruiz ? O que dizer de Arnaldo Antunes ? O que dizer de Jim Morrison — salve, The Doors; deixe o poeta cantar —, e seus &lt;a href="http://www.kirjasto.sci.fi/morrison.htm"&gt;dois CDs de poesia &lt;/a&gt;? É impressão minha ou estamos entrando em um crossover do tipo “Twilight Zone of Dead Poets Society” ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77958675?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77958675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77958675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77958675' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77828329</id><published>2002-06-16T23:38:00.000-03:00</published><updated>2002-06-16T23:38:05.556-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[2ª bienal do livro de campos]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;terminou hoje a fuleiragem. e dai ? encarou ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77828329?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77828329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77828329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77828329' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77828099</id><published>2002-06-16T23:31:00.000-03:00</published><updated>2002-06-16T23:33:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[imperio se expande]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Campistas também blogam. Não é, &lt;a href="http://www.imagina.blogspot.com"&gt;Jules Rimet &lt;/a&gt;? Tem mais como nós por aqui ? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77828099?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77828099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77828099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77828099' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77778587</id><published>2002-06-15T12:30:00.000-03:00</published><updated>2002-06-15T12:30:31.350-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Um pouco de terrorismo poético faz bem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não tenho andado lá com um humor muito definido. Tenho me sentido, várias vezes, como se estivesse em um episódio de South Park — é, eu também descolei aquele site em que você faz uma versão própria daqueles bonecos toscos. Mas isso tem cura — pelo menos, no meu caso. Basta planejar; tem aquela palavra-chave que não me sai da cabeça. O resto está vindo, quase que automaticamente; óbvio, com perdas e ganhos, como é natural. Estamos planejando. Nesse exato momento, eu ando bastante aturdido: o mundo mudou ou foi só minha percepção que andou fazendo looping sem parar? Terrorismo poético e outros conceitos do tipo, por exemplo, podem ser um santo remédio. Instalado neste bunker e, volta e meia, fazendo missões de reconhecimento, dá para perceber que há quem se conscientize que estamos bem municiados. Comecemos com os exemplos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alerta: ZAT em Campos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem saber ao certo quem é Hakim Bey, há malacos que andam trabalhando dentro de seus conceitos. Há a Zona Autônoma Temporária que se tornou Fulinaíma, que agrega gente de valor à cada apresentação mutante, mudando de forma ao sabor de inquietações poético-musicais, embora mantenha um núcleo base. A saber, o poeta performático Artur Gomes, com o auxílio luxuoso de Reubes Pess, Luiz Ribeiro, Lula Ferreira, Daltinho Freire — e, mais ou menos fixo, o gaitista Ângelo Nani. A apresentação da última quarta, no Café Literário da Bienal, reforçado por outros poetas guerrilheiros e contramúsicos, mostrou que estamos começando a usar a artilharia pesada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Fulinaíma &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Este escriba se gaba de não se impressionar facilmente. Mas não dá para deixar passar batido a grata percepção de como Fulinaíma está se tornando muito mais do que seu conceito inicial, à cada nova apresentação — na verdade, reunião de bambas seria um termo mais exato. Tenho acompanhado desde o começo a evolução de Fulinaíma — impossível rotular como grupo — e vejo como cada vez mais malacos que sabem fazer estão se juntando. É quase como uma “família” — no sentido mais “mafioso” que você possa dar ao termo — onde se eleva as potencialidades artísticas ao se coletivizar. O próximo passo tem que ser dominar o mundo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77778587?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77778587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77778587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77778587' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77479927</id><published>2002-06-07T20:08:00.000-03:00</published><updated>2002-06-07T20:08:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[2ª bienal do livro de campos]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;começou hoje a fuleiragem. e dai ? vai encarar ? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77479927?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77479927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77479927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77479927' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-77479893</id><published>2002-06-07T20:07:00.000-03:00</published><updated>2002-06-07T20:07:14.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pirataria na Bienal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Diálogo insólito da semana. “Viu a ‘pirataria’ que aconteceu na Bienal ?”, me pergunta o amigo Angulus Retus. Mal-humorado e fora do ar, retruco que a Bienal nem aconteceu ainda, com a memória fixa na segunda edição do evento literário que começa hoje em Campos. O amigo estava se referindo à Bienal de Artes em São Paulo, que não conseguiu despertar minha atenção. Até aquele momento. Por dois meses, uma pintura intrusa ficou exposta entre fotos e quadros eslovenos, sem que os organizadores ou monitores se dessem conta de que havia um estranho no ninho. A “obra”, intitulada “Navio Pirata” — pintura e relevo sobre uma embarcação com caveira e ossos cruzados mesmo —, serviu para dar uma aula sobre parâmetros artísticos, entortando narizes empinados que nem mesmo conseguiram notar nenhum “a mais” na área eslovena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ossos cruzados, arte em xeque&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A façanha de mostrar, na maior exposição de artes plásticas da América Latina, a quantas anda a definição de conceito artístico foi de Cleiton Campos, tremenda figura que cursa Jornalismo na Metodista de São Paulo. Ele teve tal idéia inspirado no terrorismo poético de Hakim Bey e outras personalidades do gênero. O grande mérito de Campos — e seus quinze minutos de fama — foi ajudar a trazer à baila, com maior intensidade, uma discussão antiga e acalorada sobre para onde estamos levando a arte — se é que ela existe. Será que algo com “teor subversivo” análogo poderá ocorrer por estes lados, a começar justamente por hoje ? Eu não sei. As pessoas que talvez tenham cacife e cancha para atos do tipo por aqui andam cada vez mais bunda-moles ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Cleiton Campos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de endeusar este funcionário da Conrad, editora que tem lançado livros de e sobre Hakim Bey, Internacional Situacionista — já comentados aqui — e outros relativos à guerrilha cultural — aliás, esse ato foi, no mínimo, um bruta marketing. Sobre toda essa saudável confusão, o malaco diz que “foi esse ato que valeu, por ridicularizar a organização do evento”, aludindo a tão propalada falta de posicionamento crítico que tem sido apontado não é de hoje em eventos do tipo. Afinal, em nome da “arte”, em todo o ir e vir da História, tem se visto bastante situações que nada ficam devendo a balaios de gatos. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-77479893?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77479893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/77479893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77479893' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-76584379</id><published>2002-05-15T15:32:00.000-03:00</published><updated>2002-05-15T15:32:42.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[ecoando]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tá lá. A revista &lt;a href="http://www.maounica.cjb.net"&gt;[mao unica?]&lt;/a&gt; no número 3 da revista &lt;a href="http://www.entretenimentoeletronico.org"&gt;Play&lt;/a&gt;. Matéria sobre as melhores revistas online do Brasil.O império se expande. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-76584379?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76584379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76584379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76584379' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-76584270</id><published>2002-05-15T15:29:00.000-03:00</published><updated>2002-05-15T15:29:03.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ecos, ruídos e zonas liberadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Subversão é a palavra-chave desta coluna.  Em parte, por conta da Editora Conrad, que editou a coleção Baderna, com temas sobre ativismo político. O carro-chefe desta coleção é "TAZ — Zona  Autônoma Temporária", escrito por Hakim Bey, uma espécie de "livro sagrado" para os assim chamados novos ativistas, que ganharam maior destaque no cenário midiático "tradicional", desde os protestos em Seattle . “TAZ”, um clássico da literatura subversiva, que aborda a criação de espaços — virtuais ou não — contrários ao “coturno na cara” mantido pelo status quo. A coleção Baderna compreende ainda os livros "Provos", de Matteo Guarnaccia, "Guerrilha Psíquica", de Luther Blisset e "Distúrbio Eletrônico", do Critical Art Ensemble que, em breve, serão aqui comentados. Porque a subversão é contínua e não-linear: inteligência, organização e hocus pocus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Subvertendo (novas) gerações&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um dos autores mais discutidos dos últimos tempos — quando se trata do tal "novo ativismo" —, Hakim Bey recorre a piratas e sua "rede de ação, situacionistas, libertários, filósofos como Nietzsche e cultura pop para conceituar idéias como psicotopologia e caos linguístico. Tudo para explicar e embasar os elementos representativos da TAZ — simplificando: levante, execução de determinada ação e desparecimento, pronto para surgir em outro lugar ou momento. Subversão. Como os at-ivistas de Seattle e afins podem demonstrar em suas ações. O próprio Hakim Bey resolveu desaparecer quando a revista Time tentou entrevista-lo. Anti-marketing da teoria à prática. Exemplo funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Hakim Bey&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um dos conceitos de Hakim Bey mais instigante em tempos de en-toar loas à comunicação que anula a diferença entre emissor e receptor é trabalhar a palavra "web". Assim, web seria um tipo de teia de aranha que se tece entre es-paços e brechas na Internet. Esta, de acordo com as teorias hakimbeyanas seria uma rede de pesca, um "momento" para ações de contra-informação. Componentes básicos para armar ações de guerrilha psíquica, trabalhando o elemento virtual como entusiasticamente po-tencial, produzindo levantes que, ao se intercruzar, estimulam mudanças. Nada mal para um livro que foi escrito nos anos 80 e reverbera. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-76584270?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76584270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76584270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76584270' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-76583082</id><published>2002-05-15T14:53:00.000-03:00</published><updated>2002-05-15T14:55:06.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ecos high tech de Big Bang&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Além de pequenas desilusões, a vida é recheada — estofada seria um termo mais chegado à taxidermia — de gratas satisfações que acendem rastilho de pólvora mental. Fico feliz. Paranoicamente. Mas feliz. Consumidor ultrafast de leituras, enquadram-se na minha alimentação neural a publicação de revistas como &lt;a href="http://www.revistafrente.com.br"&gt;Frente&lt;/a&gt; e Zero. Que ainda não chegaram pelas bancas da planície goitacá; triste sina, mas uma delas já se encontra em minhas mãos — podemos começar o processo de dominação do mundo, Cérebro ? Isso sem contar a volta do sítio &lt;a href="http://www.rizoma.net"&gt;Rizoma&lt;/a&gt;, após uma hibernação calculada para repensar conceitos e estruturas. Reminisciências bukowskianas: “these words I write keep me from total madness”. Esse é o eco, o reverb, pulso infotectônico que anda suprindo tanta gente boa. E ainda há quem se entupa com substâncias variadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Come as you are&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Impossível deixar de lado  todo e qualquer contato com o universo da cultura pop. Nisso, vale a lembrança — estimulada por esta e aquela leitura — a respeito dos dez anos de “Nevermind”, do Nirvana, que abriu os olhos do mundo para a cena — ugh — de Seattle. Na leva, saltou na cara de todos o tal do grunge, com bandas como Pearl Jam, Soundgarden. Mudhoney, Tad e mais uma porção — e aquele selo que bancou o início de quase todos, SubPop. Pontos para formar ícones no inconsciente coletivo pop.  Justamente o tipo de alvo que tanta gente quer atingir, através de conceitos tão simples e eficazes como contrainformação, poética da comunicação e cultura da interface.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rizoma&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mais de seis meses fora do ar. Com a página inicial — em um certo tempo, triste para quemsalta de bungee-jumping na Internet  — como se tivesse sido hackeada. Fez uma bruta falta esta que foi a primeira — salvo engano — revista de contracultura brasileira, a primeira a tratar com profundidade, coerência, seriedade e senso crítico temas que hoje pululam em espaços mais antenados, como Hakim Bey e as Zonas Autônomas Temporais, Luther Blisset e os situacionistas. O único pórem nessa volta é o ar “over” que deixa na tela, por conta das pesadas animações em flash. O preço a pagar por unir texto e design em um só conceito ?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-76583082?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76583082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76583082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76583082' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-76057089</id><published>2002-05-01T20:21:00.000-03:00</published><updated>2002-05-01T20:21:04.880-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Conspiração e perseguição à francesa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jorge Birolha, na sua última coluna, taxou-me de teórico da conspiração. Acredito que eu esteja sendo vítima de uma trama sutilmente urdida — wow ! —, uma vez que tal acusação está se tornando constante. Paranóico eu já sou e agora, para piorar, estou tendo desvios de identidade. Já cheguei a me apresentar, em diversos momentos — cada um pior que o outro; leitores (?), por favor, não me perguntem quais ... — como John Lennon, Henry Chinaski, Paulo César Pereio e até Nick Cave. E agora cismei que estou sendo perseguido pelo fantasma de Serge Gainsbourg — dá até para sentir o fedor do Gitanes, cigarro que ele fumava sem parar. Terrível simetria: no exato momento em que escrevo essa coluna, soa, na casa vizinha, a inefável “Je T'Aime Moi Non Plus”. Ah, Jane Birkin … O mundo não é de todo ruim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gitanes, Gitanes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Serge Gainsbourg buscou sempre a experimentação, trabalhando com estilos como rock, funk e eletrônico, sempre os subvertendo — vale lembrar que o malaco gravou “A Marselhesa” como reggae. Como toda personalidade controversa, não escapou da ironia de ser pintado com tons róseos pós-morte — em 2 de março de 1981, quando Gainsbourg morreu, Jacques Chirac, na ocasião, prefeito de Paris, disse que adorava “Harley Davidson”. A experimentação também deu as caras no cinema, como a transposição de “Je T'Aime ...” — aqui batizada como (urgh !) “Paixão Selvagem” —, que conta um romance entre um caminhoneiro gay e uma garçonete andrógina, interpretada por Jane Birkin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Lucien Ginzburg&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Assim batizado, Serge Gainsbourg considerou que não teria nenhum apelo  para a chacoalhada que pretendia aplicar no mundo. Impossível esquecer as musas que ele teve ao seu lado — para usar um termo gentil ... —, como Brigitte Bardot, com quem canta “Initials B.B” e “Bonnie and Clyde”, entre outras. Se não fosse pelo marido, a deusa loura iria sussurar em “Je T'Aime ...”, tarefa que coube à Jane Birkin, com quem ele teve Charlotte — que contracena com Gainsbourg em “Charlotte For Ever”, filme sobre um pai que tem “certos desejos” em relação à filha. E hoje em dia, quem se aventura a dar nós na cabeça dos outros desse jeito ?  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-76057089?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76057089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76057089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76057089' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-76056944</id><published>2002-05-01T20:16:00.000-03:00</published><updated>2002-05-01T20:16:07.110-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Micro-fuçada aleatória pela Imigrantes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Aberta a temporada de perscrutar por bons livros e poder conversar, cara a cara, com autores que têm o que dizer. Justo em um momento em que é preciso, mais uma vez, defender com unhas e dentes, o valor intrínseco e indispensável da literatura na vida do homem. Para isso se prestam eventos — cobiçados, para mim — do porte da Bienal de São Paulo, que acontece lá na Rodovia dos Imigrantes. Para os campistas, a Bienal paulista é também um grande laboratório, onde se pode aferir o que é possível trazer, em resultados concretos, com o mesmo espírito empreendedor — palavrinha que voltou à crista, arre ! — para o similar em Campos. Torço para que o pessoal da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima vá para lá, absorva conhecimento até quase chegar a uma overdose e volte com ânimo renovado, com a certeza de ecoar “o que há de novo” por aqui.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Citação em piscar de olhos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Faro de quem gosta muito de livros aponta um ou outro destaque na Bienal, em uma olhada bem rápida e superficial. Há a chegada de Andy McNab, no dia 29, por exemplo. McNab escreveu “Controle Remoto”, romance de espionagem com “inspiração” no tempo em que trabalhou no SAS, o Serviço Secreto britânico — o que força o autor a usar este pseudônimo e a dar entrevistas para a tevê encapuzado por vezes. Há a ausência do malaco inglês Will Self, autor de “Cock &amp; Bull – Histórias para boi dormir” e “Minha idéia de diversão”, que não virá porque apresenta um programa de tevê. Isso sem esquecer de citar, entre tantos outros, Luiz Ruffato e Marcelo Mirisola, duas figuras que têm muito a falar sobre a arte de escrever sem frescuras, mesuras e que tais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Presenças desejadas na Bienal de Campos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não me custa nada — a não ser alimentar minha tendinite — listar nomes de algumas pessoas que eu gostaria imensamente de ver circulando pela Bienal daqui. Gente fácil de ser contatada e que adoraria estar em um evento do tipo. Segura: Ferreira Gullar, Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Francisco Maciel, Férrez, José Ramos Tinhorão, Leonardo Boff, Ana Ferreira, José Arbex Jr., Artur Dapieve, Laerte, Palmério Dória, Renata Palotini, Frei Betto, Millôr Fernandes, Manoel de Barros, Cláudio Galperin ... Lista completa pode ser pedida pelo email ali embaixo. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-76056944?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76056944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76056944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76056944' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-76056898</id><published>2002-05-01T20:14:00.000-03:00</published><updated>2002-05-01T20:14:45.190-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Derrubando cercas que separam quintais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ruídos de comunicação produzem música dodecafônica: basta treinar — ad infinitum — para escutar e produzir. A isso chamam reverberação. Para conceituar webjornalismo, essa é uma idéia primal na definição de muita gente boa, cujos nomes não pretendo listar aqui, por glória da paciência dos meus leitores — a paciência dos meus leitores existe ? meus leitores existem ? Em relação às “idéias monolíticas” de comunicação, não podemos deixar de apontar culpa, tampouco de assumi-la. Mas é necessário transcender: zen connection marca presença em hipertexto e redes semânticas. O que devemos fazer agora, na busca de nossos papéis nessa empreitada, é convergir, metabolizar iniciativas, compara-las e, sem nunca parar, produzir. Verborragicamente sim, mas com resultados. Senão, vira apenas sangria desatada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Idéias em caps lock&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quem se envolve com webjornalismo, é sacudido para pensar e colocar em prática novas propostas de produção, em contraponto aos modelos tradicionais implantados em outras mídias. Até aí, nada de novo no front, certo ? Todo mundo tem aquela impressão de “já vi esse filme antes”. Mas é justamente para dar esse tranco que existem recursos admiráveis. Como listas de discussão, desde que se possa tirar algo de propositivo e produtivo em determinados casos. Como deve acontecer em uma lista que pretende alimentar um site-referência em jornalismo cultural online, citada na coluna anterior. É preciso chegar a um ponto em comum, em casos assim, sobre questões pertinentes à linguagem, relação com modo de produção e – por que não ? – idéias que podem e devem ser colocadas em prática para mais um salto comunicacional na rede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Blogs &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu me esquivei o quanto pude para não falar sobre blogs — apesar de abrigar os textos desta “cooluna” em um —, mas não posso deixar de usa-los para exemplificar desenvolvimento de weblinguagens — no plural mesmo. Os blogs – alguns, vamos deixar isso bem claro, por favor; egotrips nem sempre me alimentam — são poderosas ferramentas de trabalho dentro da web que se propagam, recombinam e retroalimentam até. Em uma definição fast-food: um recurso que, usado de maneira inteligente — exemplos não faltam, ainda bem — reverberam a queda da divisão entre emissor e receptor. Blogs para o povo !&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-76056898?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76056898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/76056898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76056898' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-75272917</id><published>2002-04-11T00:58:00.000-03:00</published><updated>2002-04-11T00:58:11.503-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Recombinando memes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Experiências audiovisuais de produção fractal coletiva irão dar as — várias — caras nesta edição do festival Abril Pro Rock. O projeto &lt;a href="http://www.manguebit.org.br/recombo"&gt;re:combo&lt;/a&gt;, reunião artística-multimídia de cabeças provocativas — sim, porque arte é como informação: tem que provocar ! — está levando a cabo a experiência “_Checando a re:combinação_”. Trata-se de um projeto multimídia colaborativo de produção audiovisual, ecoando implicações sociais, morais e políticas da imagem e do som em um mundo conectado. Uma inspiração para quem, por estes lados, está envolvido em fazer ruídos aleatórios com auxílio de softwares descalibrados. Se Tom Zé faz jornalismo cantado, chegou a hora de outras pessoas expandirem a idéia de fazer jornalismo cantado reverberar online. Informações do caos remasterizando ruídos chomskianos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cyberia entre nós&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Recombinação é a palavra-chave quando se trabalha com jornalismo online. A forma com que lidamos com a facilidade de acesso à fontes de informação que a web possibilita é objeto de atenção coordenada em universidades brasileiras. Por exemplo, a Universidade Federal da Bahia mantém um grupo de estudo sobre &lt;a href="http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa"&gt;ciberpesquisa&lt;/a&gt;, incluindo aí espaço para estudos de — opa ! — forma e conteúdo do jornalismo on-line. Isso sem contar com o projeto recém-lançado pelos professores Geane Alzamora e Carlos Falci, da PUC-MG, de criar um site-referência sobre jornalismo cultural em tempos de web, tanto em termos acadêmicos quanto editoriais. A discussão via web foi aberta e até mesmo você, que ainda insiste em ler esta coluna, pode participar, mandando mail solicitando cadastro para &lt;a href="mailto:jncultural@yahoogroups.com.br"&gt;jncultural@yahoogroups.com.br&lt;/a&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Intercom&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A ciberpesquisa reverbera na &lt;a href="http://www.intercom.org.br/congressos/indexcs.html"&gt;Intercom&lt;/a&gt; que, em seu 25º congresso, que acontece — vejam só ! — na Bahia, de 1º a 5 de setembro, trata o tema “Comunicação e Cidadania”. Ah, terrível simetria ... lá vamos nós linkar informações. Ou você não vê ligação entre jornalismo online e — valha o termo — cidadania ? Pois o caráter interdisciplinar que norteia a Intercom é prova de que voltar a atenção para o avanço comunicacional, tanto tecnológico quanto em linguagem, cada vez mais torna produtores-receptores de informação intrinsecamente vinculados às mudanças sociais e culturais. Uma responsabilidade que nós, comunicadores sociais, precisamos ... recombinar. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-75272917?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/75272917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/75272917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_04_01_archive.html#75272917' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-75272757</id><published>2002-04-11T00:53:00.000-03:00</published><updated>2002-04-11T00:53:42.373-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Comunicação é efeito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Talvez inspirado pela realização do &lt;a href="http://ww.sipec.kit.net"&gt;IX Sipec&lt;/a&gt;, que se propõe a debater linguagem, mídia e violência e a vinda de um amigo, voluntário do &lt;a href="http://www.midiaindependente.org"&gt;Centro de Mídia Independente&lt;/a&gt;, para passar a Semana Santa por estes lados, me vi discutindo, quase 24 horas por dia, sobre os caminhos da mídia. A conversa me conduziu para uma palestra do caro amigo no curso de Comunicação Social sobre Jornalismo Popular. Exemplo perfeito de linguagem midiática que causa reflexão e desconforto, no mínimo: a exibição do vídeo “Não começou em Seattle, não vai terminar em Quebec”, que documenta a repressão policial à passeata contra a Alca, realizada em São Paulo, em 20 de abril de 2001. O que vi e ouvi — mais uma vez — reforça a concepção de que comunicação é efeito. Algo que deve ecoar na cabeça dos alunos deste curso, que precisam conhecer a exata função do que é ser um comunicador social. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nós queremos as ondas do ar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando penso em comunicação e efeito, logo me vêm à cabeça trabalhos desenvolvidos por diversas rádios comunitárias — tema que também está no Sipec, em uma mesa coordenada por este escriba e pelo colega de hospício, ops, de profissão Gianinno Sossai. E vou mais longe na memória de aluguel, recordando a junção de trabalhos afins do CMI e &lt;a href="http://www.radiomuda.hpg.ig.com.br"&gt;Rádio Muda &lt;/a&gt;— comunitária de Campinas, que resiste bravamente há dez anos — que permitiu uma cobertura eficaz, dinâmica e politizada — na melhor acepção do termo — do Fórum Social Mundial desse ano. Inclua aí transmissão via web, no site do CMI, ecoando para outros indymedias espalhados pelo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Rádio Muda &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Formada inicialmente por estudantes da Unicamp, a Muda conta hoje com programadores — mais conhecidos como “mudeiros” — dos mais diversos tipos, todo unidos pela idéia de fazer comunicação livre. Na grade de programação, convivem os mais diferentes tipos de manifestações culturais, desde “músicas de raízes brasileiras” até o bom e velho rock’n’roll e seus mais diversos subestilos, sempre permeados por debates que primam pela inteligência do ouvinte — que transcende essa condição. Tremendo exercício constante de democracia direta comunicacional, a Muda é mais um instrumento anti-distorção de informação, que se interliga com outros mais. Ainda bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-75272757?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/75272757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/75272757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_04_01_archive.html#75272757' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-11219626</id><published>2002-03-28T16:11:00.000-03:00</published><updated>2002-03-28T16:11:55.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O sonho médio vai te conquistar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ele devia estar contente porque tem um emprego, é um dito cidadão respeitável e ganha blábláblá por mês. Mas que sujeito chato é Marcelo Mirisola que não acha nada disso engraçado. A golpes - sacanas e irônicos, para dizer o mínimo - de melancolia e um tanto de "esperança", "O azul do filho morto", mostra que solidão e literatura são mesmo itens indispensáveis na composição da sua obra. Desbancando sonhos da classe média, ele conta que prefere "lamber azulejos" a ter que compactuar com melindres pró-consumo. Sobra até - em um dos vários momentos deliciosos do livro - para os descaminhos que ele mesmo trilhou para chegar até sua primeira publicação.  Prestar atenção no que autores como Mirisola têm a dizer é o mínimo que quem aprecia literatura que cumpre sua função - provocar mal-estar - pode fazer para poder dormir o sono dos justos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ode à lambeção de azulejos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em "O azul do filho morto", lançado pela Editora 34 neste mês, Marcelo Mirisola, aos 35 anos, se reserva o direito de, em uma primeira análise, quase cometer uma biografia em um romance, misturando aproximações e distanciamentos - muito mais do primeiro do que do segundo - entre autor e personagem. Narrado em primeira pessoa, "O azul ..." passeia - em um tom lúgubre, semelhante à caminhadas noturnas à beira mar e entre tapumes - por um cotidiano de desesperança e busca por sentido, qualquer um, desde que refute mediocridades comezinhas e aqueles sonhos de consumo - medianos, a bem dizer - da classe média.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcelo Mirisola&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Apresentado por Ricardo Lísias,  o romance de Mirisola constrói um universo de identificação imediata com o leitor - ah, este pobre coitado -, que logo se vê atraído pela força gravitacional para este poço de melancolia. Mirisola  fala com propriedade deste poço onde muitos querem saltar para dentro, mas poucos têm coragem - o vocábulo aqui poderia ser outro - para poder ressuscitar e cometer outros tantos pequenos suicídios. A narrativa própria e característica, que (des)encanta e aprisiona, é permeada por um impulso de reação, que logo deságua na necessidade de "cavar seus próprios buracos". &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-11219626?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11219626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11219626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#11219626' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-11191776</id><published>2002-03-27T21:24:00.000-03:00</published><updated>2002-03-27T21:24:51.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[do spam]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto publicado na edição especial "Toda verdade sobre ..." do SpamZine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DOSSIÊ SAMBA DA CAIXA PRETA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília: &lt;br /&gt;Estava entretido a pensar sobre o que escrever para esta edição, quando o computador começou a assobiar — em fá sustenido, quando o habitual é em si bemol —, avisando que havia mensagem para mim. Isso momentos depois de eu ter acessado o site do Relatório Alfa. Invoquei São Tomé — protetor dos esquizóides paranóicos, que dá nome ao comando que aciona as defesas do meu computador — e fui checar a mensagem. Fiquei estarrecido com as conjecturas do mail sobre o tal Boeing que havia caído (ou não ?) no Pentágono e resolvi manda-lo pra você. Reproduzo integralmente o texto. Publica-lo fica por sua conta e risco. Sugiro que o leia com fundo musical de “Roswell Landing” — ou algo parecido — de um FruityLoop devidamente crackeado.&lt;br /&gt;Um abraço — olhando para todos os lados. &lt;br /&gt;JR &lt;br /&gt;------------------------------------------------------&lt;br /&gt;De: Nosotros&lt;br /&gt;Para: Jorge Rocha&lt;br /&gt;Assunto: Ataque ao Pentágono, depois do atentado ao WTC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não conhece as pessoas que estão mandando este mail, mas nós sabemos quem é você. E se sabemos, outras tantas também conhecem seus hábitos. É melhor se precaver mais. Você acessou o Relatório Alfa e leu a matéria sobre as dúvidas que giram sobre o ataque ao Pentágono feito por um Boeing e está se perguntando o que realmente aconteceu. Temos nossas teorias e queremos compartilhá-las com você. A principal aponta que realmente foi um avião que caiu no Pentágono. Mas não exatamente um Boeing. Esta hipótese cogita que o estrago causado no Pentágono foi obra do agora não mais comentado Avião Invisível da Mulher Maravilha. Não esta das Histórias em Quadrinhos, reformulada à exaustão para ser a versão pin up de uma Dama de Ferro, mas a Mulher Maravilha do desenho animado que distraía e “educava” criancinhas nascidas nos anos 70. A que colocava um aquário na cabeça pra seguir até o espaço sideral, sem qualquer roupa de astronauta. E que, no espaço, se comunicava com os demais SuperAmigos sem utilizar qualquer aparelho comunicador. &lt;br /&gt;Por isso não foram encontrados destroços. Mas um senhor visualmente prejudicado (somos politicamente corretos), acostumado a passar em frente ao Pentágono, em seu habitual passeio ao cair da noite, declarou que chocou-se com algo que “parecia uma enorme parede metálica”. Testemunhas que acudiram este senhor confirmaram que ele havia esbarrado ... em nada ! Em seguida, a área foi interditada pelas autoridades, que se apressaram ainda a levar para o local guinchos e retroescavadeiras. &lt;br /&gt;Há ainda outras versões e conjecturas. Este é apenas nosso primeiro contato.&lt;br /&gt;Temos agora duas perguntas que não envolvem este caso, mas que gostaríamos que você pensasse nas respostas. Por que anúncios de exames de DNA são publicados, de vez em quando, logo abaixo de colunas sociais de jornais de circulação nacional ? Por que não mais é exibido o último filme da série Rocky, aquele em que Stallone defenestrava um russo aditivado, cujo papel foi designado para Dolph Lundgren, feito em um dos momentos de plena efervescência do sentimento patriótico americano anti-soviético ?  &lt;br /&gt;Não nos procure. Nós encontramos você. &lt;br /&gt;Que Luther Blisset  nos livre e guarde de Echelon e Carnivore. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-11191776?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11191776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11191776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#11191776' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-11191689</id><published>2002-03-27T21:21:00.000-03:00</published><updated>2002-03-27T21:21:24.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[bookmark]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Confissão: eis uma espécie de Santíssima Trindade feminina de literatura para este malaco. Cecília Gianneti, &lt;a href="http://www.jhendrix.net/indigo"&gt;Indigo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.danisigaud.hpg.ig.com.br"&gt;Dani Sigaud&lt;/a&gt;. Mas a lista prossegue. Aos poucos&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-11191689?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11191689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11191689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#11191689' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-11177701</id><published>2002-03-27T14:06:00.000-03:00</published><updated>2002-03-27T14:06:47.773-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[o império se expande]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.exquisite.com.br/gonzo"&gt;Cecília Gianneti &lt;/a&gt;encomendou texto para &lt;a href="http://www.spamzine.net"&gt;SpamZine&lt;/a&gt;, com o tema "toda a verdade sobre ...". A edição especial já foi enviada por mail para os assinantes. Mas logo eu boto o texto aqui. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-11177701?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11177701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11177701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#11177701' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-11177580</id><published>2002-03-27T14:03:00.000-03:00</published><updated>2002-03-27T14:03:44.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[bookmark]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Site do Laboratório de Estudos Libertários. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nodo50.org/lel"&gt;www.nodo50.org/lel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-11177580?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11177580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11177580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#11177580' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-11177495</id><published>2002-03-27T14:00:00.000-03:00</published><updated>2002-03-27T14:00:54.690-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[ululante]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não esquento mais a cabeça com o Oscar faz tempo. Mas fiz matéria sobre a premiação para a Folha da Manhã. Título: "O Oscar é negro". No Segundo Caderno de O Globo, matéria sobre Oscar. Título: "O Oscar é negro". Sem links. &lt;br /&gt;Me penitencio. A obviedade campeia. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-11177495?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11177495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/11177495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#11177495' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10990209</id><published>2002-03-21T22:28:00.000-03:00</published><updated>2002-03-21T22:36:12.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Samba do avião (que não estava lá)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A colega de redação - ou de hospício, como diria o jornalista Mylton Severiano -, Rose David adverte por email para a estranheza de certa teoria sobre o avião que caiu no Pentágono, na época do ataque às torres gêmeas do World Trade Center. Paranóico contumaz, já havia lido a matéria publicada no &lt;a href=http://www.relatorialfa.com.br&gt;Relatório Alfa&lt;/a&gt;. Tal matéria deixa pontos de interrogação sobre a total verdade de que um Boeing ali caiu, mostrando - com fotos - que o estrago foi mínimo para o porte do avião - apesar de que o editor do site examina a notícia com certa desconfiança. Mas é impossível, ao menos, ficar com a pulga atrás da orelha - na verdade, nunca entendi muito bem o significado integral desta expressão ... - com uma análise mais simples, apontando que não se via, em momento algum, destroços do Boeing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Olhando para o abismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rastilho de pólvora: não dá para evitar uma associação. Alan Moore, responsável pela HQ "Watchmen", jogava no ar: quem vigia os vigilantes ? Na web, já circulou um mantra alarmista: be cool or they kill you. Na trincheira, assuntamos - estreitando os olhos de vidro de nossos satélites. Já faz um tempo que aprendi a ouvir minhas paranóias e não é de se estranhar que teorias de conspiração me atraiam - e, por obra e graça sabe-se lá de que, uma boa parte delas nem sempre parecem tão absurdas assim. É bom lembrar que foi o Relatório Alfa que primeiro se apressou a afirmar que um tal mapa que apontava a Amazônia como domínio estrangeiro era falso, sendo feito mesmo por brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Relatório Alfa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Echelon. Transgênicos. Farsas ligadas à ufologia. Nada escapa ao trabalho de análise de informações que, por vezes acabam passando batidas, feito por Aldo Novak - ah, desavisados: sem comparação com qualquer Arquivo X da vida. Leitura recomendável que, junto com o &lt;a href=http://www.disinfo.com&gt;Disinfo&lt;/a&gt;, é fonte de informação para quem sabe associar busca de notícias com salutar paranóia. E a partir de 2002, o caro leitor poderá participar ativamente da produção de notícias do Relatório Alfa. Qual será o próximo passo dessa saga ? Aguardemos os próximos capítulos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10990209?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10990209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10990209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10990209' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10761938</id><published>2002-03-15T10:45:00.000-03:00</published><updated>2002-03-15T10:48:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[vitrine viva]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o programa &lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/vitrine"&gt;Vitrine &lt;/a&gt;voltou ao ar. Estava fazendo falta. E agora, de cara nova. Inclusive com um blog ! Bom ter de volta à tela o trio Marcelo Tas, Fernanda Danelon e &lt;a href="http://www.guitarman.blogspot.com"&gt;Rodrigo Rodrigues&lt;/a&gt;, o homem que é reconhecido pela traseira. &lt;br /&gt;E, terrível simetria, a matéria que fizeram sobre a &lt;a href="http://www.conspira.com.br"&gt;Conspiração Filmes &lt;/a&gt;tinha o título de "Usina de Idéias" ... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10761938?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10761938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10761938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10761938' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10721255</id><published>2002-03-14T02:06:00.000-03:00</published><updated>2002-03-15T22:14:42.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Por que não estou em Santos ? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estado de alerta constante, amplo, geral e irrestrito. Embora o Relógio do Juízo Final marque 23h53, segundo o Boletim dos Cientistas Atômicos, há uma ou outra razão para que eu possa ficar ainda mais inquieto — não esquecendo que o futuro é vórtex. A notícia que ajuda a salvar a semana chega por mail — esse vício: porque nenhum ser humano vive sem aditivos. Trata-se do lançamento de “O Azul do Filho Morto”, primeiro romance do escritor Marcelo Mirisola, programado para acontecer neste sábado [a saber:16 de março de 2002], em Santos, algo que eu estava esperando que acontecesse há um certo tempo. Primeiro pensamento-reação: é em momentos assim que quase chego a sentir inveja dos paulistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comendo os ricos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O que se pode esperar de “O Azul do Filho Morto” ? No mínimo, que destrinche com ironia e certa crueldade necessária um dos lados obscuros da classe média. Do que este “expoente da geração de escritores da década de 90” sabe tratar muito bem, conforme tem a exata dimensão quem já se entreteve com “Fátima fez os pés pra mostrar na choperia” e “O Herói Devolvido”. Também posso esperar que ninguém saia ileso desta páginas, nem mesmo o próprio autor, exemplarmente situado na mesma leva de um festejado — e chegando as raias da onipresença: livros, filmes, peça e o escambau, arre ! — Fernando Bonassi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Fernando Bonassi&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De Mirisola já falei aqui várias vezes, portanto foco o alvo em Bonassi nesse momento — bang ! Hiperativo — estes ainda vão dominar o mundo — Fernando Bonassi é a prova de quantas anda a confluência constante entre cinema e literatura em terras brasilis — vale lembrar que “Latitude Zero”, de Toni Ventura,é baseado em um texto dele. No que vale a pena conferir o perfil de Bonassi que &lt;a href="http://www.no.com.br/revista/noticia/60594/atual"&gt;NO&lt;/a&gt; traçou deste escritor, que está colocando nas livrarias “As Melhores Vibrações” — outra livro para ser adquirido o mais rápido possível. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10721255?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10721255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10721255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10721255' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10720815</id><published>2002-03-14T01:53:00.000-03:00</published><updated>2002-03-14T01:53:52.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Será que &lt;a href="http://www.rizoma.net"&gt;Rizoma&lt;/a&gt; nunca mais voltará ? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10720815?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10720815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10720815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10720815' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10673587</id><published>2002-03-12T21:52:00.000-03:00</published><updated>2002-03-14T02:09:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[when i was young]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok ... Eu havia dito certa vez que não estava disposto a fazer estes tais testes de personalidade que andam pipocando pela Internet. Mas não deu para escapar &lt;a href="http://www.geraldfield.com/cgi-bin/unofficial/quizzes/sfesurvey.cgi?whatmuppetareyou"&gt;desse teste &lt;/a&gt;sobre os Muppets. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="350" border="0" bgcolor="#5F3A12"&gt;&lt;tr bgcolor="#9C6629"&gt;&lt;td width="125"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.geraldfield.com/nadinesplace/muppetquiz/rowlf.jpg" width="125" height="108"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="177"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3" color="#432D16"&gt;You are Rowlf!&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;font color="#432D16"&gt;&lt;br&gt;&lt;font size="2"&gt;You don't draw attention to yourself much, preferring to keep your cool and stay in the background&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font color="#593C1E"&gt;&lt;font size="2"&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr bgcolor="#5F3A12"&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.geraldfield.com/cgi-bin/unofficial/quizzes/sfesurvey.cgi?whatmuppetareyou" target="_blank"&gt;&lt;font color="#AF7627"&gt;Take the &lt;i&gt;What Muppet Are You?&lt;/i&gt; Quiz!&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rowlf até que é bacana. Pianista folgadão, parece sempre que vai acabar compondo um soul arrasador. Ou que está prestes a fazer uma música pro Nick Cave. Ou pro Tom Waits. &lt;br /&gt;Não vou reclamar do resultado. O que eu não queria mesmo era entrar numas de ser o Gonzo. Ou pior: Caco, o sapo. &lt;br /&gt;Ops, neurônios em fuga ... Devo estar mais cansado do que supunha. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10673587?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10673587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10673587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10673587' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10673147</id><published>2002-03-12T21:41:00.000-03:00</published><updated>2002-03-12T21:43:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O caro amigo Vitor Menezes, que mantém a coluna semanal Provocações na &lt;a href="http://www.fmanha.com.br"&gt;Folha da Manhã&lt;/a&gt; - onde originalmente são publicados os textos armanezados neste modesto, porém honesto blog - pede para avisar que os chegados podem dar uma olhada no seu &lt;a href="http://www.provocacoes.cjb.net"&gt;site&lt;/a&gt;. Nesse espaço, ele também toma a precaução de fazer um bunker para seus textos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10673147?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10673147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10673147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10673147' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10672947</id><published>2002-03-12T21:36:00.000-03:00</published><updated>2002-03-12T21:36:37.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um aviso ultrafast: algumas das colunas quinzenais da revista &lt;a href="http://www.maounica.cjb.net"&gt;[Mão Única ?]&lt;/a&gt; já estão atualizadas. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10672947?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10672947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10672947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10672947' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10672893</id><published>2002-03-12T21:35:00.000-03:00</published><updated>2002-03-12T21:35:11.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho me interessado em ler o site da revista &lt;a href="http://www.entretenimentoeletronico.org"&gt;Play&lt;/a&gt; nos últimos dias. E, veja só, nunca desconfiei que a cara &lt;a href="http://www.entretenimentoeletronico.org/colunas/ler.asp?id=48164"&gt;Cecília Gianneti&lt;/a&gt; era um alien. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10672893?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10672893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10672893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10672893' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10496723</id><published>2002-03-07T15:27:00.000-03:00</published><updated>2002-03-07T15:30:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Recordando Nuit&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma cumplicidade. Daquele tipo que quase, quase, chega a ser uma simbiose. Talvez seja essa a melhor definição que este escriba — hiperativo por natureza e escritor por falta de tino para outra função — possa dar para a relação nem sempre bem explicada entre o leitor e determinado livro. Principalmente quando a tal obra literária que desperta atenção se propõe a analisar temperamento e comportamento humano. Daí, primeiro se torce o nariz — é inevitável, uma vez que mexer nesse ninho de marimbondos volta e meia pode acabar cutucando egos mais suscetíveis e menos interessados em se proteger —, para depois mergulhar na alma criada a ferro e fogo de personagens que tentam, mãos espalmadas no caldeirão de criatividade, ganhar vida real na cabeça de quem se mete em seus labirintos emocionais. Inegável: tal maestria para mexer com sentimento vem de uma força feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Catarse: teu nome é mulher&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Egos em erupção, mos-trando a natureza humana em pequenos quadros realistas. É justamente disso que trata “Da natureza das coisas”, livro singelo, porém arrebatador de Júlia Mainardi, publicado em 2000 pela Beca Editora. Trata-se de um romance que tece,  com singular maestria, as desventuras — coletivas, no sentido de interação de personalidades — de um grupo de classe média alta. Os homens traçados pela argúcia de Júlia Mainardi, são reflexo da inconstância — o que somente uma mulher arguta pode perceber. Frágeis e fortes ao mesmo tempo, reagem perplexos aos novos papéis que surgem à frente,  definidos por diversas mulheres, que se insinuam apolíneas, contraditórias e complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;Júlia Mainardi&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em seu romance de estréia, a escritora — que largou a Propaganda, depois de quase 30 anos de dedicação — mostra uma sensibilidade descritiva apurada para embolar e desembolar a vida de pessoas comuns, com seus problemas que acabam por gerar identificação imediata com o leitor. Afinal, que atire a primeira capa dura quem, ao menos, não conhece alguém que tenha o exato perfil de alguns dos personagens traçados por Júlia Mainardi. Uma das grandes vantagens da escritora é traduzir o cotidiano de uma forma analítica, cativante, e pormenorizada — sem cair no marasmo —dando consistência e teor de qualidade a cada uma das personas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10496723?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10496723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10496723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10496723' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10251581</id><published>2002-03-01T01:47:00.000-03:00</published><updated>2002-03-01T01:47:59.963-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[interrupção do fluxo normal da coluna para noticia importante parte 2]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Chegou o dia 1º de março. 20 anos redondos da Fluminense FM. Se viva fosse, a Maldita seria hoje mais do que uma trincheira anti-boçalidade midiática; poderia ser um posto avançado da inteligência além rádio, ecoando e ajudando no combate à mediocridade. Bom saber que seu criador, Luiz Antonio Mello, o LAM, &lt;a href="http://sites.uol.com.br/jorrocha/lam6.htm"&gt;ainda está na batalha&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;Salve, Maldita. We want the airwaves.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10251581?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10251581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10251581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10251581' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10251341</id><published>2002-03-01T01:39:00.000-03:00</published><updated>2002-03-01T01:49:31.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;[interrupção do fluxo normal da coluna para noticia importante]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A Editora 34 e a Área de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo estão lançando o segundo número da revista Teresa, no próximo dia 5, em São Paulo. O que só aumenta minha vontade de dar uma chegada nas terras paulistas. Entao, lá vai o recado da assessora da imprensa da Editora 34, a Isabela Marcatti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Área de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, a Editora 34 e o Canto Madalena Bar e Chopp convidam para o lançamento da TERESA revista de literatura brasileira 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, 5 de março de 2002, a partir das 19 h &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto Madalena Bar e Chopp &lt;br /&gt;Rua Medeiros de Albuquerque, 471 &lt;br /&gt;Vila Madalena    São Paulo - SP  cep 05436-060 &lt;br /&gt;Tel. (11) 3813-6814 &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERESA &lt;br /&gt;Revista de Literatura Brasileira nº 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Ilustrações do artista plástico Tunga] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;320 páginas      R$ 23,00 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresa é uma publicação do programa de pós-graduação da área de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo em parceria com a Editora 34.  As linhas de força do número inaugural, lançado no segundo semestre de 2000, fazem-se presentes também agora. O grande destaque deste número é a seção “Documento”: um dossiê sobre Graciliano Ramos formado por verdadeiras preciosidades. É o caso, por exemplo, de “Édipo guarda-livros — leitura de Caetés”, contribuição original e inédita de João Luiz Lafetá, cuja publicação póstuma tem, também, caráter de homenagem a um intelectual de extremo valor. Entre outros, textos de Roger Bastide — “O mundo trágico de Graciliano Ramos”  (1947) e “Graciliano Ramos”, publicado na revista Mercure de France (1958) e traduzido especialmente para Teresa —, Rubem Braga, Otto Maria Carpeaux e do pesquisador Zenir Campos Reis caracterizam uma pequena fortuna crítica.  Por si só, este conjunto tornaria Teresa nº 2 indispensável a estudiosos e admiradores em geral, no entanto, vem enriquecê-lo um elemento excepcional: uma crônica inédita do próprio Graciliano. Neste texto, o romancista esclarece seu posicionamento no concurso Humberto de Campos, instituído pela Livraria José Olympio, em 1937, do qual participou como membro do júri, ocasião em que Guimarães Rosa teve um volume de contos — que mais tarde comporia Sagarana — preterido pela diferença de um voto.  “Barroco, neobarroco e outras ruínas”, um ensaio de fôlego de João Adolfo Hansen, é apresentado na seção “Página Aberta”. Seguem a este ensaios mais breves: o de Ricardo Martins Valle (sobre Cláudio Manoel da Costa), o de Luiz Roncari (sobre Grande sertão: veredas), o de Luís Bueno (sobre Guimarães Rosa e Clarice Lispector) e o de Maria Salete Magnoni (que rastreia leituras de Lima Barreto).  As narrativas de Modesto Carone, Ayde Lopes, David Oscar, Nelson de Oliveira e Gerardo Mello Mourão, os poemas de Alcides Villaça, Valentim Facioli e Gabriel Albuquerque e as resenhas de Antonio Arnoni Prado, Leila V. B. Gouvêa, Luís Augusto Fischer e Elizabeth Ziani completam este segundo número e ampliam o sentido da publicação. &lt;br /&gt;As ilustrações de Tunga, pensamento gráfico inspirado em sua performance homônima da revista, sublinham uma das singularidades da Teresa: trazer de volta às páginas da revista literária a simplicidade, a beleza e a multiplicidade que os amantes do livro não se cansam de buscar.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que dá tempo de ir ao lançamento e voltar sem maiores danos, no dia seguinte, para encarar o trampo no jornal ? Tsk ... Preciso agendar logo uma ida a SP ...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10251341?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10251341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10251341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10251341' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10229545</id><published>2002-02-28T14:18:00.000-03:00</published><updated>2002-03-02T21:46:41.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A cavalgada dos escritores&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de altos e baixos, extremos alcançados rapidamente. No meio do vórtex, uma das notícias que me alegrou foi a indicação de "Eles eram muito cavalos", de Luiz Ruffato, para o Prêmio Jabuti. Ruffato, assim como Marcelo Mirisola, Ricardo Lísias e &lt;a href= "http://www.jhendrix.net/indigo"&gt;Indigo&lt;/a&gt; são alguns dos escritores que mais chamam minha atenção nos últimos tempos. Dessa leva, apenas Ruffato não conheço pessoalmente - o que lamento muito. Indigo e Ricardo Lísias conheci em um &lt;a href="http://www.davinci.com.br/ia/escritores.htm"&gt; trabalho em conjunto&lt;/a&gt; e a amizade dos dois me deixa orgulhoso e cheio de vontade de dar um pulo em São Paulo. Já Mirisola encontrei na Primavera dos Livros, realizada no ano passado, no Rio de Janeiro. Bem que esse pessoal cheio de talento e vontade de discutir o tal mercado editorial, para dizer o mínimo sobre eles, poderia estar por aqui na época da nossa II Bienal do Livro. Viu, Fernando Leite? E isso é só o começo da lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[pequena observação para não-iniciados: Fernando Leite Fernandes é presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, responsável pela programação e condução da Bienal do Livro de Campos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Grandes presenças na Bienal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta citada lista, há espaço para tanta gente boa que seria presença bem-vinda em um evento de porte - como eu e tantas outras pessoas que têm esse maldito vício de consumir livros esperamos que a Bienal seja. Inclua aí, só como aperitivo, Francisco Maciel, André Takeda, Daniel "Mojo" Pellizari e Daniel Galera - da &lt;a href="http://www.livrosdomal.org"&gt;Livros do Mal&lt;/a&gt;. Seria ótimo ouvir o que esse pessoal tem a dizer em debates ou até mesmo em "fóruns paralelos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Luiz Ruffato&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pegando o embalo do Jabuti - o prêmio, bem explicado -, vale a pena acionar a memória de aluguel para falar de Ruffato. Além do romance  "Eles eram muito cavalos", ele teve ainda lançados pelo Boitempo Editorial os livros de contos "História de remorsos e rancores" e ("os sobreviventes)", exemplos claros de um escritor que busca uma linguagem própria, repleta de "mundo real" - se é que você me entende  -, destrinchando mágoas e frustrações de maneira quase palpável. Em "Eles eram ...", captura o leitor a narrativa fragmentada e cheia de vidas comuns - que pode ser a do seu vizinho, do seu melhor amigo ou a sua mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10229545?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10229545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10229545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10229545' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131957</id><published>2002-02-26T01:59:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:59:33.083-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O hoje é um furo no futuro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fomos tão temporais. Temperamentais sim, mas não temporais. Mas agora talvez haja necessidade. Na linha do tempo desta coluna, hoje é passado. Escrevo precisamente às 23h do dia 20.02.2002, aproveitando a data palindrômica. Algo deve estar errado com o universo. Comprei o primeiro número do Pasquim 21 – revista Bundas siliconada ? - numas de marco histórico e ainda não li por completo o jornal da turma do Ziraldo. Numa conferida por alto para selecionar o que será lido primeiro, passo pelo Velho Zira e Fausto Wolff conversando com Noam Chomsky no Fórum Social Mundial - vou fingir que nem vi o Supla escrevendo sobre os motivos que o levariam a votar no pai para presidente. Saí da banca olhando para os lados. Será que apenas eu estou no meio do fogo cerrado ? Sap: você também está se sentindo entre o deja vu e a euforia, mas prefere ainda não apostar ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tenso, logo existo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois do Carnaval, o “novo” Pasquim pode ser encarado como um reforço de que é preciso acreditar em idéias para escapulir do senso comum e da mediocridade. Para colocá-las em prática, é só um pulo — ou um salto de bungee-jump. Para completar esse lado positivo da “nostalgia da modernidade”, falta agora o Jaguar reeditar Sig, o ratinho-mascote do Pasquim old school. Porque a sensação de estar sendo vigiado por olhos que se estreitam está de volta, revisitada, reforçada e agora em rede nacional — terrível simetria: está tocando “Metrô Linha 743” no CD player. Que bom que não costumo assistir televisão. Em tempo: BBB, para mim, significa nada mais nada menos que Big Bill Broonzy. E blues desse tipo você nunca vai ver ou ouvir na teletela. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Combustível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ziraldo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira Bienal do Livro de Campos, Ziraldo deu o ar da graça no Cefet, onde o evento era realizado. Era época em que a revista Palavra já estava mal das pernas, com a redação mineira já ciente de que estava apenas em sobrevida — se você já ficou, em algum momento, sem palavras, sabe como é a agonia. Da entrevista com o Velho Zira, me lembro que perguntei se ele tinha receio que a Bundas caísse — ops ! — no mesmo poço. Lógico que ele tinha esse receio e tudo apontava para esse desfecho. Em tom de brincadeira, ele disse que, depois que isso acontecesse, era só voltar às ruas com o Pasquim. Eu deveria ter levado isso a sério. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131957?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131957' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131917</id><published>2002-02-26T01:58:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:58:25.566-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.aondamaldita.com.br"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Se o rádio não toca&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória de aluguel não é culto ao passado. Verão de 82. Brasil em ebulição: abertura política, agitação mental e comportamental para cabeças naturalmente já inquietas. O tal do BRock começava a dar as caras. No Rio de Janeiro, mais precisamente no Arpoador, malacos erguiam a tenda do Circo Voador, que depois iria para a Lapa, abrigando Lobão, Legião Urbana, Paralamas e tantos outros. Em Niterói, uma rádio vestia a camisa rock’n’roll: Fluminense FM, a Maldita. Estratégia de guerrilha no ar para encarar o mercado radiofônico: surfando contra a corrente dos modelos vigentes, firmou seu lugar e deu nova cara à programação musical. We want the airwaves, como diz aquela música dos Ramones — imagem que permanece: Joey Ramone esmagando um rádio com uma marreta, enquanto reclamava da falta de senso crítico dos programadores. Pena que isso ainda seja necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A música que você quer ouvir&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Maldita — que entrou no ar precisamente no dia 1º de março e, no dial, foi tristemente substituída pela Jovem Pan, em 94 — mexeu com o conceito de que rádio deve tocar hit parade até a exaustão, modelo que vigora até hoje em várias emissoras. Apostando na segmentação, a Flu FM respirava rock o dia inteiro, ganhando espaços no Rio e em Niterói, dando uma aula de história musical, além de apresentar músicas raras, inéditas ou de grupos que começavam a se destacar no cenário internacional. Isso sem contar que os “emergentes” do BRock tinham na Maldita uma catapulta para seus trabalhos, assimilados por uma audiência que crescia em progressão geométrica. Vinte anos se passaram: não está na hora de seguirmos ao pé da letra aquela música dos Ramones ? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Antonio Mello&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criador da Fluminense FM, Luiz Antonio Mello é dono de uma personalidade forte, como há 20 anos, e que aposta na “salvação” que as possibilidades da Internet podem propiciar, principalmente no que diz respeito à interatividade. Fala com conhecimento de causa: afinal, interatividade deve ser constante em rádio. Lam deixou a direção da rádio em 1985, quando a Flu Fm começou a seguir um caminho que ele não apreciava. A segunda edição de seu livro &lt;a href="http://www.aondamaldita.com.br"&gt;“A Onda Maldita”&lt;/a&gt;, que conta minuciosamente como nasceu e quem assassinou a Maldita, é leitura obrigatória para quem quer entender um pouco da História da Comunicação no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131917?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131917' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131844</id><published>2002-02-26T01:56:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:56:07.456-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pequeno delírio sobre pontos de contato&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou uma criatura solar. Tento evitar andar ao sol o máximo que posso. Quando não consigo fazer isso a contento, me sinto como se fosse o guru do psicodelismo Timothy Leary — já experimentou ler “Flashbacks – surfando no caos” ? — e tivesse tomado um ácido daqueles, em uma sessão ritualística semelhante à do Santo Daime e topasse de frente, exatos 2 minutos e 25 segundos após ingerir o comprimido, com uma figura saída diretamente de uma pintura de Bosch. De qualquer pintura. Uma figura — reflexo no espelho — que veio bater um singelo papinho sobre redenção da alma, maniqueísmo como esporte e otras cositas más de prateleira transcendental. Engraçado que me venha à cabeça justo agora pinturas de Bosch num tempo em que se respira ares de guerra santa — assim proclamada pelos dois lados. Enquanto as torturas respingam em nós, em pleno verão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Imagens de danação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal da salvação eterna — e/ou seu oposto — é um tema recorrente nas telas de Hyeronimus Bosch, como se ele estivesse sempre tentando antever um reflexo divino na alma humana e, dessa análise, traçar uma linha do destino reservado à humanidade no outro lado. Uma preocupação com a danação das almas condenadas a um inferno eterno, conseqüência direta de um comportamento nada exemplar — estamos falando de século XV, é bom que se frise. Um dos mestres do Simbolismo, Bosch utilizava seu cérebro para ironizar a corrupção nem sempre tão velada assim daqueles que usavam a fé para manter controle, mostrando quase sempre imagens deformadas — de corpo e espírito — a cometer suplícios contra quem se colocasse à sua frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hyeronimus Bosch&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, a grandeza de suas expressões imagéticas era tão complexa que não cabia isoladamente em apenas uma pintura. Bosch pintava painéis simbolicamente divididos em três, cada um com uma interpretação distinta. O painel completo não formava um mosaico, maravilha da mecânica fractal, mas integrava-se a um conceito dinâmico, assustador e pungente. Retrato da perversidade e temor gerados e geridos em nome de algo tenebroso que se esgueirava na palavra “fé”. Entre os quadros que mostram uma visão ácida acerca de passagens ou conceitos bíblicos estão “A Tentação de Santo Antonio” e “Os Sete Pecados Capitais”. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131844?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131844' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131791</id><published>2002-02-26T01:54:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:54:40.986-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O que chega sem dar aviso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo esta coluna de madrugada, aproveitando tempo útil que a insônia me proporciona, e cai uma ficha, fruto de referências que foram se cruzando em minha cabeça bukowskiana, nos últimos dias. Em 2001, vivi um tempo de vórtex, que muitas vezes me deixou sem fôlego e agora computo minhas perdas e ganhos. Procurei velhos amigos que havia deixado de lado e dei alguns passos para refazer amizades que deveriam ter sido consolidadas antes. Nessa cidade que amo e odeio, tive maiores chances de acompanhar passo a passo, produção e lançamentos de CDs, livros e peças, me sentindo um bocado responsável pelo nascimento de cada um deles. Estive, mais do que nunca, em bastidores e em palcos — me divertindo e aprendendo em iguais doses. 2001 não vai deixar saudade, porque — essa é uma promessa particular — estou, definitivamente, na fileira daqueles que pretendem meter a botina no que ficar pela frente, como dublê de obstáculo, em 2002. Acabo acreditando que cresci no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu fui, eu sou, eu vou&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui chegado a fazer estas tais resoluções de Ano Novo — acho isso um saco. Mas, para o bem do povo e felicidade geral da nação — anotem essa frase para colocar em minha biografia —, há dois pontos em minha personalidade que pretendo lustrar e passar um verniz de vez em quando. O primeiro é reclamar menos — o que, convenhamos, vai ser muito difícil de cumprir ao pé da letra; afinal, a vida é conflito, o mundo está em guerra e as pessoas são estranhas. O segundo, este mais do que nunca necessário, é reaprender a ficar quieto e começar tudo de novo. Tudo, sem distinção, que presenciei e tomei parte em 2001 aponta para esta lição, que havia deixado engavetado, sem saber ao certo o porquê. De tal reflexão, já é possível apontar um primeiro resultado: sei ainda mais que a paz que andam sugerindo não é a que eu quero. Ainda mais em um ano palindrômico como esse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns cânones para quebrar cabeças&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Bukowski, Tom Waits, h.d. mabuse, Francisco Maciel, Guido Crepax, Petter Baiestorf., Paul Virillo, Rosane Svartman, Índigo, Douglas Rushkoff, Xico Sá, Ferréz, Dalton Trevisan, Chico Science, Angeli, Glauco, Laerte, Alan Moore, Nick Cave, Paulo César Pereio, Ronaldo Bressane, Latuff, Marcelo Mirisola, Ricardo Lísias, Edyr Augusto, Jackson Pollock, Zé do Caixão, Noam Chomsky, Steve Johnson, Artur Dapieve, Daniela Sigaud e Millôr Fernandes. Desnecessário e abusivo falar mais do que seus nomes nesse exato momento, em que o mundo ao meu redor está em silêncio contemplativo. Recarga.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131791?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131791' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131766</id><published>2002-02-26T01:53:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:53:43.126-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Está no nome, está rolando, está no sangue.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul Seixas e Marcelo Nova, enquanto escrevo essa coluna, vão falando sobre a Panela do Diabo. Se você correu tanto e não chegou a lugar algum, bem-vindo ao século XXI. Rastilho de pólvora é um combustível. Mistura e manda: rock´n´roll — de preferência, em volume máximo —, café, álcool e cigarros. Opa, acabei de me lembrar, pela enésima vez, que esse último já mandei pro espaço faz um tempinho. Aditivo dispensado. Sem ser piegas e depois de ter apertado a mão de alguns considerados aqui em público, chegou o momento de diante do mundo, recorrer às lembranças para poder sobreviver. Firmar-se onde antes era suficiente bastar-se — como os trolls, conforme acabei descobrindo entre uma leitura e outra. E, debaixo dessa panela, quero mais é ajudar a botar lenha.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O bom e velho rock´n´roll&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passou dos 25 e está chegando aos 30, gosta de rock´n´roll de uma maneira quase devota e nunca pensou em montar uma banda, que atire a primeira pedra — que rola para não criar limo. Mais uma ponta de lança da literatura pop tupiniquim, “Clube dos Corações Solitários”, de André Takeda, lançado pela Conrad Editora, tem uma narrativa que gera identificação imediata para quem cresceu (?) se acostumando a ter trilha sonora para a vida corrida, pontuando aquela fase em que se quer realizar todos os sonhos possíveis antes de “virar adulto”. E essa é base deste livro: os sonhos palpáveis de uma geração assumidamente pop — que vive em citações, isso é inegável —, refletida na montagem e turnê de uma banda de amigos, revendo seu lugar no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Takeda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento de “Clube dos Corações Solitários” não se trata de um evento isolado no front da literatura pop nacional, que está ganhando novo impulso, este impresso, depois de um desses tais estouros que a Internet têm causado. André Takeda, dono de um estilo ágil como os acordes de guitarra roqueira, é editor de uma das melhores revistas digitais de literatura, a TXTMagazine, acessada em &lt;a href="http://www.txtmagazine.com"&gt;www.txtmagazine.com&lt;/a&gt;, onde reúne uma safra de novos escritores, refinando estilos e mostrando o efeito do “mistura e manda” cunhado nos anos 90. Além de pilotar o TXT, ele também encontra tempo hábil pata escrever para os sítios &lt;a href="http://www.londonburning.com "&gt;www.londonburning.com &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.argumento.net"&gt;www.argumento.net&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131766?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131766' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131706</id><published>2002-02-26T01:52:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:52:04.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sobre condições, passagens e promessas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo bem pode ser um daqueles dias em que se pensa na própria mortalidade. Eu estava entretido com literatura pop antes de receber a notícia, num processo caótico, procurando um amigo para definir um trabalho nos mil projetos que se quer tocar ao mesmo tempo. Me pautava em ser o tipo de pessoa que acha a própria morte algo tão natural quanto uísque com gelo. Mas assim, acabei esquecendo o quanto a passagem de um amigo pode abalar a solidez de casca-grossa que a gente deixa crescer para não perder todos os parafusos de vez. Agora, fica aqui a lembrança de uma peça de teatro prometida entre doses de uísque e blues, em Lagoa de Cima. Para um ator que tem que voltar ao palco e uma pessoa que deveria arriscar assumir a direção — porque não tinha o que perder, a não ser medo e certa preguiça. Ah, as promessas que a gente deixa de cumprir ...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dias de luta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meta da semana: traçar uma linha de entendimento entre o que sou hoje e o que havia em minha sã consciência em uma época em que — pasmem — eu era cabeludo. Lembro que falei, naquele mesmo dia de promessas blues, que estava mais do que na hora, por estas bandas, de a geração que está chegando na casa dos 30 — da qual faço orgulhosamente parte — tomar de vez seu devido lugar. Parar de brincar de “ainda serei grande” e regurgitar criativamente a mistura heterogênea que nos formou durante quase três décadas; lembro que falei isso entre amigos, esperando eco que talvez eu mesmo tenha deixado de lado. Aliás, isso dá uma bruta vontade de fazer um exercício de ego: listar alguns amigos bem considerados. Na falta de um abraço, neste exato momento, de cada um deles e delas, a lembrança é mais do que amiga: reconforta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Combustível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista para aperto de mãos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudolf Rotchild, Adriana Medeiros, Artur e Gustavo Soffiati, Áurea Xavier, Rafael Sanchez, Gerson Dudus, Vitor Menezes, Tânia Pessanha, Rodrigo Florêncio, Patrícia Daldegan, Ana Maria Coelho, Alexandre Mury,  Kapi, Artur Gomes, Reubes Pess, Luiz Ribeiro, Lula Ferreira, Hélio Coelho, Paulo André Barbosa, Toninho Ferreira, João Paulo Arruda, José Sisneiro, Wellington Cordeiro, Eugênio Soares, Fernando Rossi e o espaço está acabando: sou grato por poder apertar a mão dessas pessoas e ter a amizade de cada uma delas. Mesmo não tendo contato periódico e metódico. A consideração é maior que esse obstáculo. Me lembrem disso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131706?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131706' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131661</id><published>2002-02-26T01:51:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:51:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Começo Fractal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nao estive dando o trato devido a estes txts. nao os guardei como deveria. portanto, começo a colocar aqui o q tenho no arquivo - q anda deveras bagunçado. a medida em q for me organizando - heheheh - insiro uns posts meio q de revival. ao trabalho. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131661?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131661' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131324</id><published>2002-02-26T01:41:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:41:45.756-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Usina de Ideias ? &lt;/b&gt;nada mais eh do q o nome da coluna semanal - publicada religiosamente toda sexta-feira - q assino no jornal folha da manhã. um espaço para exercer minha hiperatividade. como diria hermes: follow me ! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131324?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131324' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3358615.post-10131157</id><published>2002-02-26T01:36:00.000-03:00</published><updated>2002-02-26T01:36:42.910-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;We want the airwaves. Finalmente transportamos a Usina de Ideias para um blog. O império se expande&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3358615-10131157?l=usinadeideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3358615/posts/default/10131157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://usinadeideias.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#10131157' title=''/><author><name>usina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05321909081469626585</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
